PETiscos #5

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Nós tardamos, mas não falhamos! Hoje é dia de PETiscos, e tem mais um monte de recomendações feitas especialmente pra vocês, desde música alternativa até curtas espertos sobre publicidade. Confiram:

David Cronenberg

Para tentar variar um pouco as minhas indicações, que normalmente são filmes, resolvi aloprar e ousar um pouco mais, indicando logo a filmografia de David Cronenberg (esse velhinho brincando com uma luneta aí em cima). Primeiro, gostaria de explicar porque digo que isso é uma ousadia: eu só assisti a dois filmes desse diretor canadense (não me julguem, estou tentando me redimir). Já ouviram falar de Cosmópolis? Sim, o “novo filme do Robert Pattinson”. Pois é, nem esse eu tive a oportunidade de ver, ainda, mas com certeza farei isso pra ontem.

Agora chega de bajulações e vamos ao que interessa. Quando Cronenberg era apenas um distante nome pra mim (hoje me envergonho de coração), eu assisti ao seu clássico filme A Mosca (The Fly, 1986). Neste longa, conhecemos o cientista Seth Brundle (Jeff Golblum), o criador de uma máquina de teletransporte, que, ao testá-la em si mesmo, não percebe a presença de uma mosca na cabine, e, após ser teletransportado, é fundido com o inseto, desenvolvendo suas características no decorrer da história. Meio nojento? Até seria só isso, se não fosse o desenvolvimento genuíno do ser humano que Cronenberg traz à tona. E essa é uma característica de sua filmografia.

Depois de ser convencida que o diretor é subestimado, me entreguei a mais um de seus longas, e que bela experiência eu me proporcionei, ao assistir Marcas da Violência (A History of Violence, 2005), que mostra uma pacata cidade e uma família quase exemplar confrontada pelo terror e a realidade do passado, levantando questões de valores e laços. O filme, baseado numa graphic novel de John Wagner e Vincent Locke, conta a história de Tom Stall (Viggo Mortensenn), um respeitado pai de família, que inesperadamente vê sua lanchonete invadida por dois bandidos e, para defendê-la, mata ambos e vira um herói da cidade. O que ninguém podia imaginar é que isso traria à tona o passado obscuro e repleto de violência desse homem, criando situações desconfortáveis principalmente para família de Tom, que vê sua tranquilidade desmoronar sobre verdades mal contadas.

É bem verdade que só assisti a esses filmes, mas os comento em conjunto para falar dessa singularidade cinematográfica de David Cronenberg, que parece não se adequar a qualquer classificação definida, capaz de transitar entre o horror, a ficção científica e o drama, o que poderia ser apenas uma mistura equivocada e prepotente, se não resolvesse seus conflitos principais no que estamos sempre em confronto: o ser humano. Caso ainda não conheça, você pode começar com os filmes que eu indiquei, ou ousar ver se essas características que citei realmente prevalecem em seu cinema e apostar em outro longa – que eu ainda não vi, mas recomendo.

(Dica da Jéssica Amorim)

Cordel do Fogo Encantado

Uma mistura de ritmos contagiantes. Pra quem não é acostumado com o estilo musical, quando o som começa até assusta. Isente-se dos preconceitos e curta apenas. Coloque uma saia rodada, chame os amigos e descubra que os homens são anjos caídos e que o amor é filme, com as poesias de Cordel do Fogo Encantado.

Pitanga em Pé de Amora

Sabe aquela música que tu escuta uma vez e fica viciada? Pitanga em Pé de Amora é dessas. A banda foi criada em 2008 e divulga seu trabalho pela internet. Além de ir contra a maré da indústria fonográfica, o grupo tem música pra agradar diversos gostos, desde a romântica até o frevo dançante. Ouça no site oficial.

(Dicas da Tayara Wanderley)

Coca-Cola vs. Pepsi [curta]

Talvez um dos conflitos dos nossos dias atuais que nunca terá fim é a guerra Pepsi versus Coca-Cola, com certeza uma épica batalha que, se estrelada nos cinemas, renderia uma ótima saga. Mas espere um minuto. Um cara chamado Alvise Avati criou um curta de 45 segundos que nos leva a um passeio surreal nessa batalha de bebidas, para matar nossa vontade. Excelente trabalho pra quem afirma ter feito isso com a ajuda de amigos talentosos em um tempo vago. O vídeo, claro, não é oficial.

Logorama [curta]

Mas como falar de marcas e não citar um curta-metragem ambientado numa cidade onde mais de 2.500 logos e mascotes de marcas são seus moradores e suas próprias residências? Essa é a ideia do premiado Logorama, filme dirigido por François Alaux, vencedor do Oscar de Melhor Curta-Metragem de Animação em 2010. A trama tem dois mascotes dos pneus Michelin, os Bibenduns que estão correndo atrás de um palhaço muito mau-caráter, chamado Ronald McDonald. A duração é de 15 minutos e vale a pena viajar por esse universo repleto de marcas do nosso dia-dia.

(Dicas do Leandro Leite)

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