PETiscos #18

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Agora que você já agitou bastante nesta semana fazendo o Harlem Shake em todos os lugares possíveis e inimagináveis, chegou aquele momento em que você para pra descansar um pouco e se entreter com algo. Nada melhor, então, que apreciar as nossas dicas que, como sempre, estão de arrasar – modéstia à parte, queridos. No PETiscos de hoje temos Oscar e belíssimas recomendações de livros. Não perca tempo, e corra pra aproveitar de tudo um pouco!

Curtas-Metragens de Animação do Oscar 2013

A premiação da estatueta mais cobiçada do cinema está chegando! A entrega do Oscar 2013 acontecerá no dia 24 de fevereiro, domingo, e promete muitas surpresas e emoções! Por isso, a dica de hoje é assistir aos curtas animados que estarão concorrendo à estatueta no próximo domingo, eles são: Paperman (EUA), Adam and Dog (EUA), Fresh Guacamole (EUA), Head Over Heels (Reino Unido) e Maggie Simpson: The Longest Daycare (EUA). Todos eles podem ser vistos online no site Omelete, e também já foram compartilhados na nossa página no Facebook. Aproveite! De aperitivo, se deliciem com Paperman, uma produção da Disney:

(Dica da Aline Fidelix)

“Cem Anos de Solidão”, de Gabriel García Márquez

Um clássico da literatura latino-americana, escrito pelo autor colombiano Gabriel García Márquez, ganhador do prêmio Nobel de Literatura, em 1982. Conta a história de José Arcadio Buendía, que se casa com sua prima Úrsula Iguarán, apesar do medo de que, por conta do parentesco, seus filhos nasçam com rabo de porco. Esse temor os fazem trocar de cidade e fundar uma nova, Macondo, nome que não possui nenhum significado, mas aparece em um sonho para José Arcadio.

Eles têm filhos: José Arcadio, Aureliano, Amaranta e, tempos depois, agregam Rebeca à família. Diversos acontecimentos fantásticos ocorrem ao longo da narrativa, na mítica Macondo, como a visita de um grupo de ciganos, de tempos em tempos, cheios de novidades de outros lugares, as mortes e ressurreições do sábio cigano Melquíades, homens seguidos por borboletas amarelas, uma população inteira que perde a memória, entre outros.

Narrado em terceira pessoa, é classificado como uma obra de realismo fantástico, que conta a história de várias gerações da família Buendía-Iguarán, em torno da vida, de suas reviravoltas e da solidão inevitável. É para nos fazer refletir, nos enxergar, além de nos encantar, imaginando até o inimaginável, graças à riqueza do texto.

(Dica de Regina Coimbra, professora do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Federal do Pará – via Tayara Wanderley)

“Lolita”, de Vladimir Nabokov

Pedofilia é, certamente, um crime odioso, e isso nem se discute. Imagine então ler uma história toda narrada do ponto de vista de um pedófilo que tem uma obsessão/amor (você também ficará confuso em definir depois de ler) pela sua enteada de apenas 14 anos – claro que não parece ser um tema muito leve.

Acontece que o russo Vladimir Nabokov estava muito mais interessado em criar uma obra literária interessante e poderosamente descritiva do que discutir temas como moral (e, como ele mesmo defende em uma nota no fim do livro, a obra não é nem um pouco imoral ou pornográfica, como alguns a acusaram). Assim, por mais perturbadora que possa ser a natureza do protagonista-narrador, o escritor Humbert Humbert, seu texto em formato de confissão, que explora seus sentimentos acerca da pequena Lolita, é construído com tamanha atenção a cada simples enunciado que é possível até mesmo se ver torcendo pelo personagem em alguns momentos, graças a seu estilo sofisticado e rico em detalhes. Porém, por se tratar do ponto de vista dele, nem sempre a narração é exatamente confiável.

Publicado em 1955, Lolita é inegavelmente um clássico da literatura: está incluído na lista da revista Times das 100 melhores novelas de língua inglesa de 1923 a 2005, é a quarta obra na lista de 100 Melhores Novelas do século 20 segundo a Modern Library, e é considerado também um dos 100 Melhores Livros de Todos os Tempos.

Bônus: Procurando por uma imagem para ilustrar a dica, descobri que, ano passado, foi feito um concurso para designers e artistas criarem o conceito de uma nova capa para a obra de Nabokov. Um dos resultados você vê logo aí em cima, uma criação de Peter Mendelsund. Aproveite para ver as outras versões, tão interessantes quanto, aqui no blog Livros e Afins. Outra página interessante é o Covering Lolita, que reúne 185 capas diferentes de 37 países em 56 anos. Vale a pena dar uma olhada.

(Dica do Gabriel Oliveira)

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