[Redes] Rede sustentável: mais que turismo, um estilo de vida

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Desde a Rio 92, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, realizada em 1992 no Rio de Janeiro, a preocupação com os problemas ambientais vem se intensificando a cada ano, e assim cresce o número de ambientalistas na corrida contra a degradação ambiental provocada pelos agentes econômicos. Assim como muitas modalidades econômicas, o turismo adotou o modo sustentável de se manter em algumas ramificações.

O turismo de base comunitária é um grande exemplo de como o estilo de vida sustentável pode trazer benefícios pra muitas famílias e comunidades tradicionais. Ele se apresenta como uma alternativa para a integração de renda de comunidades que vivem apenas do extrativismo e de agricultura, e pode contribuir para a redução dos impactos ambientais e para a valorização e preservação da identidade cultural, uma vez que esta é a grande razão do turismo. Além de gerar uma conscientização para os próprios moradores e visitantes, o TBC mostra que são os recursos naturais que lhes proporcionam renda, no caso das comunidades, e experiências inesquecíveis para os turistas.

Na região amazônica, ainda são poucas as atividades turísticas dessa modalidade. No entanto, as que adotaram esse estilo de vida mostram um bom funcionamento. “Se criou na comunidade a autoestima e a credibilidade por estarmos fazendo algo acontecer. E o maior lucro foi o interesse dos jovens e adultos em voltar a estudar”, relata o representante da Comunidade Bela Vista do Jaraqui (mostrada na foto acima), Francisco de Souza. Declara também que assim que o TBC começou a ser desenvolvido nas suas comunidades, melhorou consideravelmente o estilo de vida das famílias, assim como a preservação do lugar onde vivem.

No Amazonas, o principal responsável pela implantação dessa modalidade do turismo, é o Instituto de Estudos Ecológicos, o IPÊ, que desde 2003 vem desenvolvendo esse projeto nas comunidades ribeirinhas no Baixo Rio Negro. Além da Comunidade Bela Vista do Jaraqui, na região Amazônica, existe a Comunidade Aldeia dos Vintequilos, em Parintins, e a comunidade Anã, com o projeto Saúde e Alegria em Santarém, Pará.

Para quem procura ter uma experiência de imersão cultural e de vida sustentável, essas comunidades são os lugares ideais, pois unem o útil ao agradável para construir um turismo menos prejudicial, além de agregar cultura e educação ambiental.

Por Daniella Lima

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Daniella Coriolano

Daniella Coriolano

Estudante do 7º período de Jornalismo e petiana desde abril de 2012.

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