[Redes] Redes sociais e sua contínua evolução

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A comunicação e a informação estão diretamente ligadas. Milhões de pessoas têm acesso a diversas informações nos dias de hoje, tudo o que acontece no mundo está interconectado em tempo real por um fator chamado: rede. Mas o que significa rede? Rede é um conjunto de determinadas entidades, sejam essas pessoas, objetos e etc, que se interligam entre si. Rede de telefonia, rede de transporte, rede de informática, enfim, existem muitas redes que permitem a interação das pessoas. Castells (1999, p. 498), relaciona as redes com a sociedade na Era da Informação definindo-as como “um conjunto de nós interconectados. Nó é o ponto no qual uma curva se entrecorta. Concretamente, o que um nó é depende do tipo de redes concretas de que falamos”. É nesse contexto que surge a ideia de abordar o tema das redes sociais.

A internet se tornou o quarto meio de comunicação para os profissionais que trabalham na área (imprensa, TV e rádio) e acabou não só sendo um meio de entretenimento mas também um veículo de interesse comercial. Com a popularização da internet, que ocorreu depois de 2000, as redes sociais começaram a ganhar espaço e destaque. Alguns exemplos muito conhecidos do público no geral são: o Facebook, Twitter, Orkut, Youtube, Flickr, entre outros.

As pessoas ficam muito tempo interagindo com as outras através dessas redes sociais. Uma pesquisa realizada pela ComScore, de 2012, revelou que os quase 1 bilhão de usuários do Facebook, rede social criada por Mark Zuckerberg, gastam cerca de 405 minutos por mês acompanhando os seus perfis pessoais.

As redes sociais, segundo Marteleto (2001, p. 72), representam “[…] um conjunto de participantes autônomos, unindo ideias e recursos em torno de valores e interesses compartilhados”. Com o passar do tempo, essas redes ganharam uma conotação organizacional, com o surgimento da intranet e outras formas de comunicação dentro das organizações.

Os profissionais de comunicação também perceberam que as novas tecnologias de informação devem eliminar as barreiras que os modelos tradicionais tinham. Nessa nova era digital, eles tendem a buscar por novas maneiras de interação com os diversos públicos que existem, adaptando-se às mudanças desse meio digital.

Exemplificando o uso dessas ferramentas de mídias sociais em trabalhos de comunicação, apresento alguns resultados da terceira edição do Check-up Anual Global de Mídias Sociais, realizada pela agência de relações públicas Burson-Marsteller, no qual foi examinada como as empresas listadas na Fortune Global 100 utilizam as plataformas de mídias sociais mais populares (Twitter, Facebook, YouTube, Google Plus e o Pinterest). A partir disso temos os seguintes dados:

“[…] 87% das companhias analisadas já utilizaram ao menos uma das principais plataformas de mídia social para se comunicar, o que representa um aumento de 10% no índice desde 2010. Entre as redes sociais analisadas, o Twitter destaca-se como o mais popular: é utilizado por 82% das empresas analisadas, que foram mencionadas no canal em média 55,970 vezes no período. Em um único mês, as 100 maiores companhias globais foram mencionadas 10.400.132 vezes nas redes sociais, a maioria parte delas no Twitter. Já a ferramenta que mais cresceu foi o YouTube. O estudo aponta que houve um aumento de 79% no número de marcas com um canal oficial na rede, sendo que, em média, cada canal corporativo tem mais de dois milhões de visualizações e 1.700 inscritos. Mas não são apenas as empresas que estão engajando cada vez mais nas redes sociais. Desde 2011, o número médio de seguidores por perfil corporativo no Twitter quase triplicou, passando de 5.076 para 14.709. No Facebook, a média de ‘curtir’ por companhia aumentou 275% desde 2010, com cerca de 152.646 ‘curtir’ só em 2012.” (FREIRE, 2012)

O próximo passo a ser alcançado por essas redes sociais? Bom, pesquisas do ano passado dizem que cerca de um bilhão de pessoas têm acesso a alguma rede social. É um número alto, porém representa apenas cerca de 1% da população mundial. A internet ainda tem muito a contribuir para a comunicação como um todo, e as redes sociais, tendem a crescer na mesma proporção. Só nos resta esperar essa evolução.

Por Raisa Castro

Referências:

  • CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 2. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
  • MARTELETO, Regina Maria. Análise de redes sociais: aplicação nos estudos de transferência da informação. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 1, p. 71-81, jan./abr. 2001.
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Raisa Castro

Raisa Castro

Pseudo feminista. Insuportavelmente chata com fome. Agnóstica, usuária fiel de fones de ouvido, só funciona direito após as 10h da manhã. Apaixonada por todos os tipos de rock e por séries, mesmo que não tenha todo o tempo que gostaria para dedicar aos dois. Ama esportes mas não pratica nenhum, porém sonha em trabalhar para o seu time de coração. Estudante do 5º período de Relações Públicas e petiana desde abril de 2012.

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