PETiscos #35

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Não sei vocês, mas pensamos que o ano tá passando rápido mesmo. Dá pra acreditar que o PETiscos já está na 35ª edição? Pois é, mais um passo a caminho da maturidade (ou a idade da loba, sei lá). Bom, e para mais uma sexta-feira, que tal aproveitar essas dicas de audiovisual e uma boa história pra ler?

Kony 2012, de Jason Russell

Este poderia ser “só mais um documentário”, mas a história contida nele o fez ser também o vídeo viral mais rápido da história.

Produzida pela Invisible Children, Inc., fundação sem fins lucrativos formada por storytellers (contadores de histórias), a campanha Kony 2012, com duração de 30 minutos, obteve mais de 60 milhões de visualizações em apenas quatro dias após o seu lançamento na internet, em março de 2012.

No vídeo, é abordada a história de Joseph Kony, um ditador africano que lidera o grupo radical Lord’s Resistance Army (Exército de Resistência do Senhor, em português), responsável pelo sequestro, exploração e violência contra aproximadamente 66 mil crianças e adolescentes na Uganda, África Central. Entre as atividades do grupo – que é forçado a executar -, estão incluídos o assassinato dos próprios parentes das vítimas, armamento militar para os meninos e exploração sexual das meninas. Kony alega que divindades desceram dos céus para avisá-lo sobre “sua missão de liderança na terra”, recrutando crianças para formar um exército. Por conta das atividades do grupo, Kony forçou a deslocação interna de mais de 2 milhões de pessoas desde que a sua revolta começou em 1986. Como resultado, em 2005, Kony foi acusado de crimes de guerra pela Corte Penal Internacional em Haia, Países Baixos, mas tem escapado da captura desde então.

Em 2009, a referida equipe do Invisible Children foi enviada à Uganda para realizar um trabalho humanitário, quando um dos cineastas, Jason Russell, conheceu o jovem Jacob, uma das milhares de vítimas do grupo rebelde. Então, após conhecer um pouco sobre a história de Jacob, Russell decidiu realizar o documentário e divulgá-lo na internet para que Kony ficasse conhecido/famoso mundialmente, e dessa forma, poder realizar pressões sobre o governo dos Estados Unidos para enviar tropas militares à região e dar fim ao grupo e à Kony. O documentário – muito bem produzido, aliás – foi divulgado através do canal da fundação no YouTube (atualmente com 97.900.520 visualizações) e na página da fundação no Facebook (atualmente com 2.925.481 curtidas). Vale a pena conferir!

(Dica da Rebeca Lúcio)

The White Queen

Curte o estilo de “séries medievais”, gosta de Game of Thrones e está sofrendo sem ter uma alternativa nesse tempo em que a série está em hiato? Tenho uma ótima dica pra você! The White Queen, série que estreou na Inglaterra no último dia 16 de junho.

O seriado é uma adaptação de um dos livros escritos por Philippa Gregory, que faz parte da série literária The Cousin’s War, e tem seu roteiro escrito por Emma Frost. Aqui vai uma pequena sinopse da trama:

“Com dez episódios, The White Queen é situada no período da Guerra das Rosas. Lutando pelo controle da Inglaterra, os Yorks, que representam a cor branca, e os Lancasters, que carregam a cor vermelha, travam uma guerra que dura 30 anos. A história é apresentada sob a perspectiva feminina representada pelas personagens Elizabeth Woodville, Margaret Beaufort e Anne Neville.”

Ainda sem data e canal de exibição no Brasil, só resta ver os episódios online. Mas fica a dica, vindo direto de uma das apreciadoras dessa série que tem muito a crescer. Enjoy.

(Dica da Raisa Castro)

O Grande Livro do Jornalismo, organizado por Jon E. Lewis

grande livro do jornalismoConfesso que ainda estou em processo para deixar de fazer parte daquela parcela de pessoas que julga o livro pela capa ou simplesmente pelo título. De vez em quando me deparo com uma obra que me faz pensar que o sucesso de muitas pinturas deve ser o tom totalmente despretensioso do seu título. Ok, por que estou falando essas bobagens? Porque a minha dica de hoje é um desses livros que eu vi o título e fiquei em sérias dúvidas antes de começar a ler. Mas dei crédito a uma frase que fica no canto da página após dezenas de nomes memoráveis de autores ou jornalistas: “Nenhum tema é alheio à boa reportagem”. E que bom que fiz isso, pois O Grande Livro do Jornalismo é uma coletânea de 55 reportagens de grandes escritores e jornalistas, dos últimos dois séculos, reunido e editado por Jon E. Lewis.

Atualmente, quando se é tão difícil ver grandes reportagens devido à rapidez com que a informação se propaga e precisa se atualizar, além da falta de interesse em se ler algo por mais de alguns minutos, é interessante se deparar com uma compilação dessas. E é importante deixar claro que esta leitura não é recomendada apenas para jornalistas ou estudantes da profissão que gostam de ver um caráter mais jornalístico e literário, mas para qualquer pessoa interessada em uma boa narrativa. Porque a maior qualidade dessas reportagens é a nítida capacidade de se contar uma história.

(Dica da Jéssica Amorim)

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Petcom é a sigla para Programa de Educação Tutorial de Comunicação Social da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O programa é integrado por alunos dos cursos de Jornalismo e Relações Públicas, que desenvolvem atividades de ensino, pesquisa e extensão na área de comunicação.
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