Estudiosos escrevem sobre a presença alemã na Amazônia

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O ano Brasil-Alemanha foi aberto em maio de 2013 pela presidente Dilma Rousseff e a chanceler alemã Angela Merkel e tem uma série de eventos destinados a promover e compartilhar as contribuições alemãs em território brasileiro. Dentro dessa agenda de eventos, está a publicação de um capítulo que trata sobre a presença de estudiosos alemães na Amazônia.

Sob o lema “Quando ideias se encontram”, o ano da Alemanha no Brasil (“Alemanha + Brasil 2013-2014”) visa fortalecer a longa e bem-sucedida parceria estabelecida por esses dois países através de diversos projetos e fomentos que foram criados para este ano celebrativo. Ao longo desse período (que perdurará até maio de 2014), a Alemanha buscará se mostrar aos brasileiros “como um país rico em ideias”; um “parceiro criativo” e “inovador” para projetos futuros. O objetivo desta parceria é o estabelecimento de campos sólidos de reflexões em diferentes frentes que servirão de suporte, pelos próximos 20 anos, para a cooperação econômica, política, científica e cultural entre os dois países.

As principais universidades brasileiras preparam lançamento de obras clássicas que versam sobre a presença dos alemães em território brasileiro. O tema deste ano proporciona uma farta agenda  de encontros e um período auspicioso para os negócios com o turismo.

Nesse ciclo está o lançamento da obra “Cinco séculos das relações brasileiras e alemãs”. O livro apresenta uma visão aprofundada das relações entre Alemanha e Brasil do século XVI até os dias de hoje. A produção da obra conta com 25 renomados autores das áreas de ciências e literatura do Brasil e da Alemanha. O professor Renan Freitas Pinto (UFAM) é representante da região Norte nessa publicação. Ele escreve o capítulo “O fascínio pela Amazônia: de Martins a Nimuendajú”, que aborda a presença e contribuição dos estudiosos alemães para conhecimento e revelação da Amazônia ao mundo.

A publicação pretende contribuir para o diálogo entre os dois países e estimular a cooperação entre as duas culturas. Nessa obra, 20 artigos tratam, entre outros, dos seguintes temas: as aventuras de Hans Staden; os jesuítas alemães no Brasil; o governo de Maurício de Nassau no Recife; a relação entre D. Pedro I e Leopoldina de Habsburgo; os cientistas viajantes; a imigração alemã, as relações econômicas e diplomáticas; a contribuição de críticos como Otto Maria Carpeaux e Anatol Rosenfeld, e de escritores como Alfred Döblin (A trilogia da Amazônia) e Stefan Zweig, autor de “Brasil, um país do futuro”.

O  estudo esclarece determinados aspectos de relevância da Região Amazônica para a construção do pensamento ocidental por meio da obra de autores como Spix e Martius, Langsdorf, Karl Von den Steinen, Theodor Koch-Grünberg e Curt Nimuendajú.

Por Gisele Fernandes

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Gisele Fernandes

Gisele Fernandes

Apaixonada por música (heavy metal), não-militante, mas trago os ideais de independência e feminismo pra minha vida. Sabe tocar guitarra e bateria (muito mal) e é aprendiz de artes marciais. É estudante de Relações Públicas, mas nutre um amor pelo Jornalismo. Adora fotografia e dar pitacos sobre política, feminismo, sociedade e música. Tem interesse em assessoria, marketing político e jornalismo. Simples, direta, profunda, cortante, penetrante, incisiva e objetiva. Estudante do 7º período de Relações Públicas e petiana desde abril de 2012.

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