Ateliê 23 apresenta segundo espetáculo da Trilogia Arrabal

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Ainda longe de completar um ano de atuação, a companhia de teatro amazonense Ateliê 23 – Casa de Criação já intensifica suas atividades para a estreia do espetáculo Fando e Lis, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, no Café Teatro, às 19h, com entrada gratuita. O segundo trabalho que o grupo leva aos palcos da cidade também marca mais um passo na execução do projeto Trilogia Arrabal, que começou com a montagem de O Arquiteto e o Imperador da Assíria, no mês de agosto.

Até o primeiro semestre do ano que vem, com a montagem de Oração, a companhia terá encenado três dos principais textos do dramaturgo espanhol Fernando Arrabal, um dos expoentes do chamado Teatro do Absurdo ou Teatro Pânico. Para o diretor do espetáculo e co-diretor do Ateliê 23, Taciano Soares, esse é um gênero pouco explorado em Manaus: “É uma escrita teatral que não se faz mais hoje em dia, por isso o interesse nela”.

Segundo ele, as peças da trilogia vão evoluindo em escala de força psicológica. “A ideia é exacerbar a perturbação psicológica da cabeça de Fando. Trilha sonora, maquiagem e figurino vão seguir essa perspectiva. Perturbação é a palavra-chave desse trabalho, que já tem uma visceralidade bonita de se ver. Tenho certeza que vai surpreender”, adianta.

A peça, escrita em 1955, conta a história de Lis, uma mulher paralítica, e seu companheiro Fando, que a conduz à cidade imaginária de Tar. No caminho, aparecem três personagens inquietantes: Namur, Mitaro e Toso. O espetáculo foi contemplado no edital Ar Cênico, da Manauscult. Os atores escalados para o trabalho são Eduardo Klinsmann (co-diretor do Ateliê 23), Dinne Queiroz, Jean Palladino, Gleidstone Melo e Ítalo Rui.

PROCESSO

fando e lis atelie 23 (2aa)

Soares prefere não chamar o “Fando e Lis” do Ateliê 23 de adaptação, e sim de uma leitura da encenação – e explica o porquê. “Assim como em o ‘O Arquiteto’, demos uma enxugada em uma fala ou outra, mas a essência não está desconfigurada. Potencializamos as loucuras que existem no texto, quase de modo surrealista”, ele afirma.

Na opinião dele, a verborragia típica dos textos de Arrabal pode ser considerada um problema diante das plateias atuais. Por isso é que, para esta montagem, a companhia buscou o equilíbrio entre a palavra e a criação de imagens. “Algumas cenas não foram cortadas, mas as mesmas coisas que os personagens diriam falando, decidimos fazer agindo. É mais uma tradução para fisicalidade dos atores”, esmiúça o diretor.

FICHA TÉCNICA

Texto: Fernando Arrabal
Direção: Taciano Soares
Elenco: Eduardo Klinsmann (Fando), Dinne Queiroz (Lis), Jean Palladino (Namur), Gleidstone Melo (Mitaro) e Ítalo Rui (Toso)
Preparação Corporal: Eduardo Klinsmann
Preparação Vocal: Taciano Soares
Trilha Sonora: Tai Guedes
Figurino: Eric Lima e Laury Gitana
Cenário e Iluminação: Taciano Soares
Maquiagem: Eduardo Klinsmann e Taciano Soares
Fotografia: Fabiele Vieira
Produção Executiva: Bárbara Annitza

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