PETiscos #59

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Em breve o PETiscos deixa de ser um eterno jovem de meia-idade para ser um senhor cheio de experiência e muita história pra contar. Prestes a entrar na casa dos sessenta, na sua 59ª edição, o PETiscos traz dois filmes, sendo um documentário, para você aproveitar neste tão esperado feriado. Dá só uma olhada!

Hotel Chevalier (2007), de Wes Anderson

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Nos primórdios dos PETiscos, uma das minhas indicações foi o filme Moonrise  Kingdom (2012). Mesmo sendo o primeiro filme que assisti do diretor americano Wes Anderson, não podia deixar de notar seus planos perfeccionistas, os conflitos estranhos e complexos de seus personagens e, claro, a colorida e característica fotografia que desenha (normalmente) uma narrativa nem tão cheia de cor assim.

Encantada pelo seu modo de contar histórias, busquei ver outros filmes. E para mim ficou evidente que, no universo de Wes Anderson, os enquadramentos milimetricamente planejados são molduras (e nem por isso passam despercebidas) para que as amarguras e as tristezas de seus personagens pudessem contrastar com aquele traço colorido que a vida traz, mas não domina, retratando assim mais uma razão para a angustia de cada integrante de suas histórias.

Assisti Os Excêntricos Tenembauns (2001) e depois Três é Demais (1998), e essas características que apontei só ficaram mais claras. Como dizem, era tiro e queda: quando os filmes acabavam eu ficava impressionada com a beleza deles, pelo modo como eram executados (em todos os sentidos), e ao mesmo tempo com uma sensação de cansaço mental pelo rancor e pela culpa tão presente em seus frames.

Até que um dia esbarrei no curta-metragem Hotel Chevalier (2007), que é o prólogo do filme Viagem a Darjeeling (2007) e que em menos de 15 minutos resume o que é o cinema de Wes Anderson. A câmera não erra, tudo é lindamente centralizado. O amarelo colorido que destaca os objetos de cena e os personagens está lá também. E claro, uma narrativa cheia de silêncios e coisas do passado está presente.

Se você não tem tempo de ir atrás dos filmes (o que eu acho um investimento, não um desperdício), tire quinze minutinhos para dar uma olhada neste corte que define tão bem o que eu falei até agora. (Obs.: O curta não tem legendas, mas também não tem muitas falas. Quem arranha um pouco no inglês não terá dificuldades de entender. Façam um esforcinho! Vale a pena adentrar nesse mundo tão colorido, que nunca deixa de ser real e honesto ainda assim.)

E se alguém ainda quiser mais demonstrações de como é o cinema desse diretor, veja também essa compilação de seus filmes no vídeo abaixo:

(Dica da Jéssica Amorim)

A Ciência e a Suástica: Mentes brilhantes a serviço de Hitler, de Saskia Baron

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Minha dica de hoje é um documentário sobre um tema um tanto manjado, mas que chama bastante a atenção: o nazismo. O documentário A Ciência e a Suástica: Mentes brilhantes a serviço de Hitler, dirigido por Saskia Baron, contém depoimentos emocionantes e reais de sobreviventes dos experimentos de Adolf Hitler, assim como depoimentos de pesquisadores que estudam esses casos. Nas décadas de 1930 e 1940, os nazistas investiram recursos inimagináveis em pesquisas biológicas e militares. O documentário é dividido em duas partes: Soldados biológicos e O experimento fatal. O filme relata o sonho dos nazistas de criar a raça “perfeita”, livre de doenças, ou seja, aperfeiçoar a raça ariana por meio da ciência. Para isso foi imposta a 300 mil cidadãos “inferiores” a esterilização compulsória, exterminando crianças portadoras de deficiências físicas e mentais.

O documentário mostra também as câmeras de gás instaladas secretamente nos hospitais e experiências realizadas com gêmeos (em muitos casos apenas um dos gêmeos sobrevivia). Com isso fica o questionamento da ética médica, pois muito deles foram considerados assassinos por matarem milhares de judeus com a desculpa da evolução da medicina. O filme mostra um lado do nazismo que nem todos conhece, o lado da “evolução” científica, causando horror às práticas utilizadas por aqueles em que as pessoas sempre confiam: os seus médicos.

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(Dica da Joana Rebouças)

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