25 de Novembro: Dia Internacional de Luta pelo fim da Violência contra a Mulher

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Para quem não sabe, hoje, 25 de Novembro, é o Dia Internacional da não-Violência contra a Mulher. Essa data ficou conhecida mundialmente em 1960, quando as irmãs Dominicanas (Pátria, Minerva e Maria Teresa), conhecidas como “Las Mariposas”, foram brutalmente assassinadas por se oporem à ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, uma das mais violentas da América Latina.

“Las Mariposas” lutavam por soluções para os problemas sociais do seu país. Em 1981, as organizações de mulheres de todo o mundo reunidas em Bogotá, na Colômbia, decidiram marcar o dia 25 de Novembro como um dia de luta e de homenagens às irmãs assassinadas. Mas só em 1998, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a data como o Dia Internacional pela Não-Violência à Mulher.

Apesar do tempo, essa realidade não mudou, os números de violência doméstica são alarmantes, uma vez que uma em cada seis mulheres sofre violência familiar.  Mulheres continuam a sofrer vários tipos de agressões, seja  física, psicológica ou sexual.

A cada uma hora e meia, uma mulher é assassinada. Entre 1980 e 2010, 91 mil mulheres foram assassinadas no Brasil. Ocupamos a 7° posição, entre 84 países, em relação aos elevados índices de feminicídios.

A violência contra a mulher é um problema mundial que não distingue cor e nem classe social, mas quem é mais afetada com essa brutalidade são as jovens e negras da classe trabalhadora, que vivem nas regiões mais pobres do país: Nordeste, Centro-Oeste e Norte. A violência contra a mulher é uma questão de saúde pública e deve ser tratada como tal. Com mais investimentos na lei Maria da Penha, que em oito anos de existência, não houve redução na média dos assassinatos de mulheres; mais casas abrigos e construção e a manutenção de centros de referência para mulheres.

A luta contra o machismo, que mata milhares de mulheres pelo o mundo, é uma luta de todos: homens, mulheres, idosos e jovens. É preciso acabar com esse mal que sobrevive anos e anos em nossa sociedade.

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Joana Rebouças

Joana Rebouças

Uma revolucionária tímida, mas cheia de histórias pra contar. Estudante do 6º período de Jornalismo e petiana desde agosto de 2013.
Joana Rebouças

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