Nova geração de RP – Mateus Bento

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Essa série faz parte da edição comemorativa da Revista Comunicadores, cujo tema é sobre os 100 anos das Relações Públicas, no Brasil.

A série sobre a nova geração de RP conta com alunos do curso RP da Ufam, dos 2º, 4º, 6º e 8º períodos. Os alunos escolhidos estão envolvidos em projetos de extensão e pesquisa da universidade, além de alguns terem participado da mobilidade estudantil para outras universidades brasileiras e internacionais. Confira a entrevista do calouro Mateus Bento, que faz Pibic com a profª. drª. Maria Emilia.

Você sempre quis ser Relações Públicas?

Na verdade, foi por acaso. Eu fiz vários testes vocacionais. Mas sabia que queria atuar em algo mais empresarial e organizacional, pesquisei e encontrei Relações Públicas. Eu me interessei porque é uma profissão bem versátil e dinâmica, você tem uma ampla área pra escolher e se inserir. Eu fui pesquisando as profissões que trabalham na área empresarial.

Como você soube da existência de um profissional de Relações Públicas e que a Ufam dispunha desse curso?

Eu sabia que tinha assessores, analistas de comunicação, mas não o profissional de RP em si. O Guia do Estudante me ajudou muito na informação de qual curso e onde teria o mesmo na área empresarial. Como tinha RP aqui, eu optei por fazer.

Você já desenvolveu alguma atividade de pesquisa ou extensão na universidade?

Estou em desenvolvimento do Pibic, com orientação da Prof.ª Dr.ª Maria Emilia. Foi numa véspera de Quarta-feira de Cinzas, já tinha curtido a página do curso no Facebook. Então eu li que a professora Emilia disponibilizava uma bolsa de Pibic, e eu não fazia ideia do que era um Pibic, mas eu via como uma chance de conseguir uma bolsa na Ufam no primeiro período. Mandei um e-mail e ela me respondeu marcando uma reunião, eu fui. Entrei meio perdido, mas já estou me situando. É sobre cultura e comunicação organizacional. O que estou fazendo é analisar uma produção científica que a aluna Mariana Filizola já começou fazendo o levantamento. Então, é uma continuação do trabalho da Mariana, sendo que agora estamos fazendo a análise de todo o levantamento dessa produção científica feito por ela.

Você acha importante essas atividades no currículo do aluno? Por quê?

Sim, importantíssimo. Tanto pra quem quer seguir a área acadêmica quanto para o mercado de trabalho, a qualificação da pessoa. O fato de receber bolsa, de ser pago pra estudar é melhor ainda. A pessoa sai daqui especialista no que ela estudou.

Em sua opinião, qual a diferença do aluno engajado nas atividades da universidade para os que se limitam à sala de aula?

Diferença é grande, principalmente porque temos um orientador específico pra esse projeto de pesquisa ou extensão.  Você sai na frente do aluno que só tá em sala de aula, com uma visão limitada de teoria sem exercer experiências, além das atividades passadas dos professores.

Você já participou de congressos da área de comunicação?

Ainda não, mas pretendo esse ano, inclusive do Intercom Norte e talvez o nacional, no Intercom Jr., com o artigo do Pibic.

Pra você, qual a relevância da atuação dos alunos como pesquisadores nos congressos?

Pra produção científica como um todo é muito importante esse diálogo, porque a partir dele nós percebemos as rupturas e os possíveis erros. A partir do diálogo, conseguimos propor novas soluções. Por isso são importantes os congressos, deles saem novas ideias, novas perspectivas pra área da comunicação.

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O aluno Mateus Bento

Você já estagiou?

Não, e eu pretendo continuar fazendo outras atividades na universidade, não estagiar fora da Ufam. O Pibic vai ser em um ano, comecei em agosto do ano passado e terminarei em agosto. Eu pretendo realizar outro Pibic após esse, fazer dois logo. Só que eu vou mudar um pouco a linha de pesquisa, irá ser sobre os ecossistemas comunicacionais, com a mesma orientadora.

Você ainda está no 2º período, qual a sua expectativa para a academia?

Eu espero um pouco mais dos meus colegas se integrar nas atividades da universidade, na extensão, pesquisa, no Petcom – o que eu não estou vendo na minha turma, até agora, assim como nos outros períodos. Isso é bom pra formação da pessoa, assim como pra nossa formação de RP. Eu acho que os professores têm uma qualificação boa, espero aprender mais com eles, espero que eles passem pra nós.

O que você acha da ideia de um dia se tornar Relações Públicas?

A própria profissão é bem dinâmica, você pode se tornar assessor, analista. Eu acho que se um dia você não exercer o papel ou nomenclatura de Relações Públicas, você pode exercer uma função da área, como assessor, um gerente ou um analista da comunicação, sem fugir do essencial de um profissional de RP.

Você já sabe a sua área de atuação quando se formar?

A área organizacional. Eu penso em empresas, assim como abrir meu próprio negócio, ser empreendedor. Uma agência de comunicação, etc.

Tem vontade de fazer uma pós-graduação?

Sim, até agora estou pensando em fazer todo o caminho de pós-graduação. Eu pretendo estudar aqui na Ufam, mas se por um acaso tiver oportunidade de estudar em outro lugar, eu irei.

Qual a sua expectativa para o mercado de trabalho? Vai atuar em Manaus mesmo?

No Brasil, há uma carência de uma área mais estratégica, nas empresas. Lá fora, por exemplo, você consegue visualizar o papel de um profissional de Relações Públicas, da atividade de comunicação, o que já está na cultura deles. A nossa cultura está ainda carente de se pensar a comunicação de forma estratégica, que busque o relacionamento com os públicos. Pelo que está acontecendo na produção científica, estão apontando essa nova perspectiva, de buscar essa forma de pensar a comunicação, de integrar toda a comunicação que há nas empresas.

Qual o recado pra quem pergunta o que é Relações Públicas e o que esse profissional faz?

A meu ver, Relações Públicas é o profissional que administra os relacionamentos entre a empresa ou a pessoa que ele está assessorando, e os diferentes públicos que a empresa ou assessorado busca alcançar. Eu penso mais no profissional de RP como um administrador da comunicação, como alguém que é o mediador das relações entre o cliente e os seus públicos.

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Swênnya Azevedo

Swênnya Azevedo

Há cinco aninhos nessa tal de Ufam, e mesmo assim, já tô sentindo falta. Canceriana chatinha e mandona, mas compreensiva e carinhosa. Amo a ideia de me tornar relações públicas, só que algo ainda me persegue e me deixa agoniada: a monografia! Estudante do 9º período de Relações Públicas e petiana desde abril de 2012.
Swênnya Azevedo

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