RP-AM e o mercado de trabalho, com Sumara Ennes

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Essa série faz parte da edição comemorativa da Revista Comunicadores, cujo tema é sobre os 100 anos das Relações Públicas, no Brasil.

A série sobre mercado de trabalho contará com entrevistas aos profissionais de Relações Públicas que estão inseridos no campo de trabalho de Manaus. Falamos com quatro mulheres que atuam verdadeiramente como RPs. A quarta delas foi a Sumara Ennes, Relações Públicas da Embrapa.

Em que ano você concluiu o curso de Relações Públicas na Ufam?

Em 1997.

Você já fez alguma pós-graduação?

Sou pós-graduada em Marketing pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e em Teoria da Comunicação pela Universidade Federal do Ceará. Também sou graduada em Administração.

Você sempre quis ser Relações Públicas?

Sabia que seria Relações Públicas aos 15 anos. Li sobre a profissão em uma revista e me identifiquei de pronto. Depois, fiz teste vocacional só para confirmar. Em seguida procurei saber se havia o curso em Manaus. Para minha sorte, sim. E na Ufam.

Onde você trabalhou depois de concluir o curso de RP na Ufam?

Eu já estava trabalhando como estagiária na assessoria de Relações Públicas do Grupo Simões. Quando terminei o curso, fui efetivada, e ao todo, fiquei no grupo por dois anos. No ano seguinte, trabalhei na Ufam como professora substituta e menos de um ano depois passei no concurso para RP na Embrapa.

Em que ano e cargo você entrou na Embrapa?

Entrei na Embrapa em abril de 1999 como técnica de nível superior, lotada na área de comunicação empresarial, para trabalhar como Relações Públicas.

Em que setor você trabalha na Embrapa hoje?

Trabalho no escritório da Amazônia da Embrapa Produtos e Mercado. O escritório é pequeno, não há setores. Mas a Embrapa possui áreas de comunicação em todas as suas unidades.

Como você trabalha a comunicação na Embrapa? Envolve a comunicação interna, externa, ou é limitado a um só público? Quais os seus públicos de interesse?

O escritório trabalha com prospecção de demandas e com a comercialização de sementes, mudas e gemas de fruteiras, então desenvolvo meu trabalho junto aos compradores potenciais, do pré até o pós-venda. Eventualmente, desenvolvo alguma ação de comunicação interna.

Você pratica algo que foi aprendido na Universidade?

A todo momento. O aprendizado na faculdade foi de suma importância pra minha formação.

Vocês possuem veículos de comunicação interna e externa?

Sim. A Embrapa possui uma forte estrutura de comunicação interna e uma secretaria de comunicação que trata da relação com o público externo.

Como é o relacionamento com a imprensa?

Não atuo diretamente com a imprensa. Quando preciso, a relação é amistosa.

Existe diálogo entre a comunicação e alta administração da Embrapa ou você possui um chefe imediato que intermedia essa relação?

A estrutura da Embrapa permite um diálogo aberto entre os profissionais de comunicação e a alta direção, sem intermediários.

Frequentemente vemos listas, em revistas ou na internet em geral, sobre as carreiras mais promissoras e geralmente Relações Públicas está presente. Você sentiu alguma diferença de mercado nesses anos? 

Sim. Mas essas listas estão mudando também ao longo dos anos. O mercado não escolhe mais pela simples formação acadêmica, ele normalmente opta pelos profissionais mais versáteis.

Nós aprendemos, na universidade, que a comunicação é muito importante numa organização, seja pública ou privada. De acordo com sua experiência profissional de mercado, isso faz parte da nossa realidade?

A vivência profissional confirma esse aprendizado.

Na sua opinião, quais os problemas ou dificuldades podem ser encontradas numa organização sem qualquer tipo de comunicação, ou sem dar importância a essa atividade?

Nenhuma organização séria sobrevive sem uma comunicação adequada com os seus públicos.

Antes de você entrar na Embrapa, qual era o cenário da comunicação na organização? 

A Embrapa sempre foi reconhecida por reconhecer a importância da comunicação para suas atividades fins. Entrei na empresa num momento de fortalecimento da equipe de comunicação.

Você tem uma equipe que envolva parcerias, estagiários ou profissionais como designers e jornalistas?

Não. Mas como já falei, o escritório é pequeno, não são necessários mais profissionais de comunicação na equipe.

Você gosta do que faz?

Eu faço o que gosto e o que escolhi fazer, profissionalmente não poderia estar mais satisfeita.

Qual o seu recado pra quem acaba de entrar no mercado de trabalho?

Trabalhar com alegria, profissionalismo, ética e confiar na formação e nos seus instintos. O mercado é o lugar de quem busca ir além, então nunca pare de buscar conhecimento.

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Swênnya Azevedo

Swênnya Azevedo

Há cinco aninhos nessa tal de Ufam, e mesmo assim, já tô sentindo falta. Canceriana chatinha e mandona, mas compreensiva e carinhosa. Amo a ideia de me tornar relações públicas, só que algo ainda me persegue e me deixa agoniada: a monografia! Estudante do 9º período de Relações Públicas e petiana desde abril de 2012.
Swênnya Azevedo

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