Série RPs em formação – Soriany Neves

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Essa série faz parte da edição comemorativa da Revista Comunicadores, cujo tema é sobre os 100 anos das Relações Públicas, no Brasil.

A série de RPs em formação contará com entrevistas aos profissionais de Relações Públicas que se dedicaram a vida acadêmica e ao estudo continuado na pós-graduação, seja mestrado ou doutorado. Nossa última entrevistada é a doutoranda da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), Soriany Neves.

Você sempre quis ser Relações Públicas?

Não, eu queria ser advogada. O Jornalismo era a minha segunda opção, mas acabei fazendo Relações Públicas, porque achava que podia me dar bem na área da Comunicação.

Como você conheceu a área de Relações Públicas e soube que a Ufam dispunha desse curso?

Foi em uma Feira de Cursos promovida pela Ufam, na década de 90.

Você participou de alguma atividade de pesquisa ou extensão na universidade, quando estava na graduação?

Infelizmente não, mas lembro que estagiei na Assessoria de Imprensa da Ufam no decorrer do curso.

Onde você trabalhou depois de concluir o curso de RP na Ufam?

Logo de início foi bem difícil entrar para o mercado em Manaus. Entretanto, lembro que no ano de 2003-2004, trabalhei no marketing do Amazonas Shopping por apenas uns quatro meses. Depois, voltei para Parintins entre 2005 e 2006 e lá abri uma empresa que prestava serviços na área de divulgação institucional. Cheguei a fazer trabalhos temporários para o SEBRAE Amazonas e Associação Comercial de Parintins. Em 2007, fui aprovada em concurso público na Prefeitura Municipal de Parintins na função de analista de comunicação e fiquei apenas uns três meses, pois logo em seguida fui aprovada também em concurso para docente no Curso de Comunicação Social – Jornalismo no Campus de Parintins, onde atualmente trabalho.

E como é a sua experiência na docência?

Estou como docente na Ufam há 7 anos. Participei da implantação do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia, ou seja, a interiorização da universidade federal aqui no interior, e a construção do curso de Comunicação Social – Jornalismo.

Você já fez mestrado e agora irá fazer doutorado em outro estado. Pode falar mais sobre essas duas pós-graduações?

Eu fui aluna da primeira turma, de 2008, do Mestrado em Ciências da Comunicação na Ufam, primeiro da Região Norte. A linha de pesquisa durante o mestrado foi ecossistemas comunicacionais midiáticos, com o trabalho “Interrelações entre Mídia e Cultura Popular: as pastorinhas de Parintins na lógica das micro e macroredes comunicacionais”. No doutorado, pretendo estudar sobre as novas formas de urbanidades e socialidades possibilitadas e invocadas pelos dispositivos móveis em cidades de pequeno porte na Amazônia. O doutorado será na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) e tem como linha tecnologias da comunicação e cultura. De alguma forma, vou alongar os estudos sobre a técnica na cultura.

Quais são seus planos para quando terminar o doutorado?

A previsão de término para o doutorado é para 2019. O investimento no doutorado acadêmico é com a intenção de possibilitar maior qualidade da docência no interior do Amazonas nas instituições federais de ensino, com a perspectiva de fazer projetos e movimentar grupos de pesquisa na área da comunicação. E isso sem dúvida tem um impacto na formação dos futuros profissionais formados pela Ufam.

Em sua opinião, em que o mestrado e o doutorado irão contribuir para sua formação em Relações Públicas?

Primeiramente, irão elevar conhecimentos específicos que aprimoramos de acordo com o interesse da universidade e o do pesquisador; no meu caso, a minha área atualmente volta-se para a interface da técnica na cultura, as novas formas de socialidades que engendram e formam os espaços urbanos e rurais na região.

Você já participou de congressos da área de comunicação?

Participei no Intercom e eventos promovidos pela entidade. Os trabalhos apresentados foram os resultados da pesquisa de mestrado, e outros na área da comunicação e cultura, depois da conclusão do mestrado em 2010, em parceria com alunos do curso de Jornalismo no campus de Parintins. Destaco trabalhos decorrentes da minha pesquisa na área da folkcomunicação em eventos regionais e nacionais em parceria com alunos.

Pra você, qual a relevância da atuação dos alunos, seja graduando, mestrando ou doutorando, como pesquisadores nos congressos? 

Um ganho no fortalecimento da pesquisa em comunicação no Norte. A participação é fundamental não somente para o currículo como também para uma interlocução com outros pesquisadores, ouvir outras opiniões, trocar experiências.

Porque você preferiu atuar como pesquisadora da área? Pelo fato de querer atuar como professora, obter o currículo ideal para o mercado de trabalho, ou outro motivo?

A razão é pela própria carreira acadêmica. Na academia exige-se qualificação para o ensino, pesquisa e extensão. Sem o aprimoramento em um mestrado ou doutorado fica muito restrito promover a pesquisa, aprovar projetos de iniciação de pesquisa ou mesmo outros mais interessantes, como editais do CNPQ e outros.

O que falar sobre a sua escolha em ser uma profissional de Relações Públicas? Você gosta do que faz?

A opção por Relações Públicas se deu por acaso, mas sem dúvida a boa formação na universidade em Comunicação Social possibilitou galgar outros níveis de conhecimento. Sim, é gratificante ver os alunos conquistarem seus espaços seja na academia ou fora dela por meio de todo um contexto que a universidade, com todas as suas limitações, ainda consegue proporcionar.

Qual o seu recado para os recém-graduados que pensam em fazer uma pós-graduação?

A escolha de um bom mestrado e doutorado é fundamental. É necessário grande aptidão para pesquisa e dedicação e se isso ocorrer os frutos virão.

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Swênnya Azevedo

Swênnya Azevedo

Há cinco aninhos nessa tal de Ufam, e mesmo assim, já tô sentindo falta. Canceriana chatinha e mandona, mas compreensiva e carinhosa. Amo a ideia de me tornar relações públicas, só que algo ainda me persegue e me deixa agoniada: a monografia! Estudante do 9º período de Relações Públicas e petiana desde abril de 2012.
Swênnya Azevedo

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