Papel do papel no Japão- Washi é tema de palestras na Ufam

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No final de 1800, mais de 100.000 famílias japonesas viviam do papel feito à mão, mas por causa da introdução de tecnologias de fabricação de papel mecanizadas do mundo ocidental, esse número rapidamente diminuiu, mas não morreu. Hoje a fabricação de papel artesanalmente no Japão é considerada arte. E um deles é o Washi.

Coordenado pelas professoras Kaoru Tanaka de Lira e Ruchia Uchigasaki, o curso de Língua e Literatura Japonesa realiza nos dias 19 e 20 de Junho o  evento “O papel do papel no Japão: Um recorte cultural” que além de palestras oferecerá oferecerá à comunidade acadêmica oficinas de produção do papel Washi, utilizando técnica de origami, kirigami e de harie-e. Outras oficinas como a de técnicas de embrulho, tradicionais na sociedade japonesa, também serão oferecidas. Em homenagem aos 120 anos do Tratado de Amizade entre Japão e Brasil o evento visa divulgar à comunidade local a tradição japonesa na produção artesanal de papel e difundir a cultura japonesa em seus mais variados traços.

O evento abrirá com a palestra “Uma Experiência Exitosa: Papelaria e Pequenos Empreendimentos na UFAM”, apresentada pelo coordenador do Centro de Desenvolvimento Empresarial e Tecnológico – CDTECH da Ufam, Prof. Dr. Luiz Roberto, no dia 19/06 às 14h. Lacê Medeiros Breyer,  doutor em Ecologia pela Universidade de Brasília e coordenador do grupo de papeleiros produtores de papeis com as mesmas técnicas utilizadas no Japão, também relatará sua experiência com a palestra “Washi e algumas de suas possíveis variantes brasileiras”. Além das palestras e oficinas o evento oferecerá exposições de objetos tradicionais feitos de papel, comidas típicas e vendas de artesanato.

Evento-Kaoru

Washi

Fruto de uma série de adaptações para torná-lo mais resistente, o papel tradicional japonês Washi surgiu há mais de 1.300 anos. Segundo as “Crônicas do Japão”, livro oficial da história do país, a técnica foi levada para o Japão por um monge coreano chamado Doncho no ano de 610, quando outros tipos de papéis entraram no país através de monges budistas que produziam papel para que pudessem escrever seus sutras e resumos doutrinários.   O papel washi é feito das fibras de dois vegetais: o kozo e mitsumata que são encontrados com facilidade nas matas de Tosa, mas não existiam no Brasil até duas décadas atrás.

washi

Evento: “O papel do papel no Japão: Um recorte cultural”

Data: 19 a 20 de Junho

Hora: 14h às 18h

Local: Centro de Convivência e Auditórios Rio Negro e Rio Solimões – Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL)

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Daniella Coriolano

Daniella Coriolano

Estudante do 7º período de Jornalismo e petiana desde abril de 2012.

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