I CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DO AMAZONAS: UM PANORAMA DO PRESENTE X PASSADO

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O Congresso de Iniciação Científica do Amazonas (CONIC), trata-se de uma amostra anual dos projetos desenvolvidos pela comunidade acadêmica da Universidade Federal do Amazonas, tanto no campus da capital quanto no interior do estado, realizado em parceria com outros institutos de pesquisa como o INPA (Instituto de Pesquisa da Amazônia). Segundo a diretora de pesquisa, Marne  Carvalho de Vasconcellos, este ano, o congresso realizará sua XXV edição, nos dias 7 a 11 de novembro, apresentando os projetos de iniciação científica desenvolvidos nas áreas de saúde, biológicas, ciências exatas, ciências humanas, ciências sociais aplicadas, ciências agrárias e o subcomitê de matemática.

Entre os dias 17 e 19 de março de 1992 ocorreu o I Congresso de Iniciação Científica do Amazonas, em parceira com o conselho nacional de desenvolvimento científico e tecnológico e o Instituto Nacional de Pesquisa (INPA) com a participação das petianas Carla Carneiro do Nascimento, Elizabete de Almeida Costa e Ítala Clay de Oliveira Freitas, apresentando, respectivamente, os seguintes temas: “As Relações Sociais em um Pedaço Sacralizado”, “Estudo de Caso Campanha política para governador do estado do Amazonas’ em outdoor-1990” e “Coca-Cola: O que ela tem que os outros não têm”.

O projeto da petiana Carla Carneiro tinha enfoque no estudo das relações sociais e características singulares dos processos de formação e adaptação de um grupo social dentro de um “pedaço”de um bairro da cidade de Manaus. O “pedaço” em questão, que tem como suporte um terreiro, denominado Seringal Mirim, foi um dos pontos onde os negros se estabeleceram, em sua maioria vindos do Maranhão, quando começaram a migrar para Manaus e formar suas comunidades. As constantes mudanças no decorrer dos anos não influenciaram a existência dessas comunidades – terreiros, que conseguiram sobreviver em meio a diversas manifestações culturais e religiosas, sendo esse processo de adaptação e sobrevivência, o objeto de estudo da petiana.

O projeto da petiana Elizabete de Almeida Costa fazia uma análise do uso de outdoors nas campanhas políticas de 1990. Até o fim da década de 70 os outdoors eram usados para a propaganda de produtos. A partir da década de 80 passaram a ser usados em campanhas políticas. A aluna percebeu que os outdoors são a forma mais eficiente, tanto no quesito dos custos baixos, como na questão de atingir o público, usando como mecanismo de sedução e convencimento do leitor: o discurso e a imagem. Ela também percebeu que as campanhas políticas em Manaus são desorganizadas e ocorria a ausência de especialização das empresas em marketing político.

No projeto da petiana Ítala Clay de Oliveira Freitas, é feita toda uma análise sobre a COCA – COLA, e o porquê dela ser tão diferente das outras marcas. A aluna citava os comerciais que dão idéia de uma vida feliz, mas vai muito além disso, a empresa se preocupa com a) a dinâmica do movimento, b) a personificação da garrafa e c) a carnavalização das imagens. Na questão da dinâmica do movimento presente nos comerciais, tanto nos personagens como no movimento da câmera, o uso da mesma acompanha a dinamicidade do movimento corporal que dá uma idéia de equilíbrio, gerando cumplicidade entre o personagem e o espectador. A garrafa é responsável por fundir o real e o imaginário e a carnavalização das imagens representava, assim, o produto universalizado e acessível a todo o público. ‘’O que reforça o status que na medida em que apresenta a satisfação de determinadas aspirações somente através de um produtoinvestido de poderes que não possui, e não através de uma sociedade justa e livre.’’

Desde o começo o PET estimula os bolsistas à pesquisa e a extensão, com o objetivo de ganhar experiência nos trabalhos e conseguir um resultado satisfatório no TCC (Trabalho de Conclusão do Curso). É muito gratificante saber que os alunos estão cada vez mais interessados nesses projetos, atualmente a média de trabalhos inscritos são acima de 800 e a tendência é que cresça muito mais.

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Gabriela Maciel

Gabriela Maciel

Gabriela, estudante do 7º período de Jornalismo, minha casa é lufa-lufa (com muito orgulho), amante de séries e dias chuvosos.
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