#PETRebobinar: Todos os homens do presidente

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“Todos os homens do presidente” é um filme norte-americano de 1976, dirigido por Alan Pakula. Considerado uma das obras-primas do cinema e ganhador de quatro Oscar, o filme narra a história de como dois repórteres do The Washington Post trouxeram à tona um dos maiores escândalos políticos da história americana: o caso Watergate.

Em junho de 1972, alguns meses antes da reeleição do então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, cinco homens ligados ao FBI e à CIA são presos ao invadirem e roubarem documentos da sede do Partido Democrata no edifício Watergate, em Washington. No primeiro momento nada disso interferiu na reeleição de Nixon, porém, as suspeitas de que o presidente republicano estivesse envolvido no caso ganhavam cada vez mais forças. É neste momento que surge no cenário jornalístico os repórteres do The Washington Post, Robert Woodward (Robert Redford) e Carl Bernstein (Dustin Hoffman).

Bob Woodward e Carl Bernstein desde o começo enxergavam no roubo de documentos da sede algo além de um simples furto. Com muito trabalho investigativo e com a ajuda de uma fonte sigilosa e crucial, conhecida como “Garganta Profunda”, Woodward e Bernstein, após dois anos, trouxeram a público que a invasão ao edifício Watergate era a mando do Partido Republicano e que o objetivo da espionagem era encontrar informações privilegiadas contra o candidato adversário para usar durante a campanha e posteriormente obter a vitória nas urnas. Estava feito: o jornal The Washington Post tinha o furo do século.

Em 8 de agosto de 1974, logo após o Senado abrir o processo de impeachment contra Richard Nixon depois de ficar provado o seu envolvimento no escândalo, o então presidente decide renunciar. O vice, Gerald Ford, assume a presidência americana e concede o perdão oficial a Nixon, evitando assim um processo contra ele.

Das figuras apresentadas na trama, quatro elementos foram essenciais para o declínio de Nixon: Bob Woodward, Carl Bernstein, a persistência de ambos e o “Garganta Profunda”, elemento chave na história. Este último só teve sua identidade revelada, por vontade própria, mais de 30 anos depois do caso Watergate vir a público, seu nome é Mark Felt, que na época era o segundo homem na hierarquia da FBI.

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Carl Bernstein, Mark Felt, o “Gargana Profunda”, e Robert Woodward

O filme ressalta o quão importante são as fontes para um jornalista e o quanto essas pessoas contribuem de forma direta para que o trabalho jornalístico responsável exista e prevaleça. Mas é claro que comprovar a veracidade da informação é de responsabilidade exclusiva do jornalista. Isso é fato!

A obra é um verdadeiro “manual” para qualquer futuro jornalista que queira aprender o essencial sobre o ofício (ou deveria ser assim). Mas a impressão que se tem é que os papéis se inverteram: não é mais o jornalista que corre atrás da notícia, e sim a notícia que corre atrás do jornalista. Estão aí os press-releases da vida para comprovar. É mais fácil pegar tudo pronto e dar uma leve moldada do que ir atrás da notícia e fazer a pesquisa de campo, não é mesmo?

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Karem Canto

Karem Canto

Ela se irrita fácil, sempre tão orgulhosa e exigente. Ela gosta de se sentir livre. Meio esquisita, sabe? Do tipo que vai além de falar sozinha, e para ela isso é tão normal. Mas sabe aqueles momentos de puro bom humor, sorrisos bobos, palavras sinceras e eterna ouvinte? Acredite, todos eles compensam...
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