Cine & Vídeo Tarumã: Homenagem Póstuma a Hector Babenco

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O aclamado cineasta Hector Babenco deixou, sem dúvida, uma valiosa contribuição ao cinema nacional e internacional. O argentino naturalizado brasileiro nasceu em 07 de fevereiro de 1946 e no início desse mês, dia 13 de julho, faleceu, deixando um legado que atravessará gerações. Na próxima semana, o Cine & Vídeo Tarumã prestará uma homenagem ao diretor, trazendo algumas de suas obras consagradas.

Na sexta-feira (01), a programação se iniciará com o filme Pixote: A Lei do Mais Fraco, produzido em 1981. Sem tentar mascarar a realidade, Hector Babenco aborda a questão da desigualdade social vivida pelos indivíduos colocados à margem da sociedade. O diretor se inspirou no livro de José Louzeiro, Infância dos Mortos e traz a história de Pixote (Fernando Ramos da Silva), uma criança que vive na rua e sobrevive dos furtos que realiza. Levado a um reformatório após uma batida policial, Pixote se depara com circunstâncias que o introduzem ainda mais na vida do crime. Dentro dos reformatórios a delinquência é somente reafirmada e o descaso das autoridades contribui para esse quadro. Após escapar, Pixote ainda criança se torna um traficante, assassino e cafetão.

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Na quarta-feira (03), O Beijo da Mulher Aranha, de 1985. O drama se passa em uma cela, na América do Sul. Dois prisioneiros dividem o mesmo espaço. Um é homossexual e foi colocado na prisão por comportamento imoral enquanto o outro é um prisioneiro político. Ambos procuram escapar da realidade que os cerca, o primeiro cria filmes repletos de romance e mistério, o segundo, na medida do possível tenta manter-se politizado. É durante a convivência que se desenvolve a compreensão e respeito entre as partes.

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Na sexta-feira (05), um dos últimos trabalhos de Hector Babenco, Meu Amigo Hindu, estreado em 2015. Diagnosticado com um câncer terminal, o cineasta Diego (Willem Dafoe) precisa ir até Washington para fazer um transplante experimental de medula óssea, realizado somente nos Estados Unidos. Antes da viagem, Diego se casa e se despede dos amigos. Em um hospital, o cineasta conhece um garoto hindu de oito anos de idade que também passa por uma situação delicada na saúde. Ambos desenvolvem uma relação de amizade e através de histórias criadas, inspiradas no cinema, eles conseguem suportar as dificuldades impostas pela doença.

Referências consultadas:

https://filmow.com/o-beijo-da-mulher-aranha-t5554/ficha-tecnica/

https://filmow.com/o-beijo-da-mulher-aranha-t5554/ficha-tecnica/https://filmow.com/meu-amigo-hindu-t119375/

http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-486/

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Iolanda Ventura

Iolanda Ventura

Sempre ouviu lhe dizerem: "Nossa, você escreve muito! Como consegue fazer tanto texto? Não cansa não? Escolher jornalismo foi a prova que não cansa de escrever. Ela já tinha sido escolhida pelo curso e não sabia. Gostava de muitas coisas diferentes e a indecisão era grande. Quando a ficha finalmente caiu viu para que realmente tinha vocação e que de tudo que gostava Jornalismo tinha um pouco. Até chegar em jornalismo demorou, mas ainda bem que chegou.
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