Downton Abbey

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“Downton Abbey” é uma série dramática britânica produzida pelo canal Itv, exibida entre os anos de 2010 e 2015, com um total de seis temporadas. A obra conta as histórias dos habitantes de Downton Abbey, a aristocrática família Crawley, dona da propriedade, e seus empregados. A série se desenrola no início do século XX, entre os anos de 1912 e 1925.

A família é composta, basicamente por Robert, o Conde de Grantham, Cora, Condessa de Grantham, e suas três filhas, as ladies Mary, Edith e Sybil Crawley. Além deles, há a impagável Violet, a Condessa Viúva, interpretada por ninguém mais, ninguém menos que Maggie Smith.

O que diferencia “Downton Abbey” de outras tramas de época é, na verdade, o desencanto.  O período no qual a série se passa foi marcado pela Primeira Grande Guerra, pelo início do movimento feminista, gripe espanhola, conflitos entre Inglaterra e Irlanda e o fortalecimento de ideais republicanos e socialistas em solo inglês. São esses acontecimentos que contam, na verdade, a decadência de um luxuoso e exagerado sistema hierárquico britânico.

A série inicia-se com uma crise na sucessão do título e da propriedade, já que os dois próximos na linha sucessória morrem em um naufrágio.  No entanto, não é apenas na família Crawley que está o foco: os empregados da casa, devotados ou não à família, têm suas vidas entrelaçadas aos rumos da propriedade e de seus patrões com quem, ao longo do tempo, desenvolvem relações cada vez mais próximas ou conflituosas.

Os episódios têm duração de 50min a 1h40min e cenários primorosos (a ‘Downton Abbey’, na verdade, é o Highclere Castle, em Hampshire) que mostram todo o luxo do modo de vida da nobreza britânica. Cada temporada possui entre 7 e 9 episódios – se contarmos com os especiais de Natal – e, do total de seis temporadas, cinco estão disponíveis na Netflix.

Temas como feminismo, moda, homossexualidade, deficiência física, racismo, o nascimento do nazismo, a intelectualidade britânica moderna – referências ao Bloomsbury Group, principalmente – e o terrorismo e são retratados ao longo das temporadas, acompanhando o amadurecimento dos personagens e suas adaptações a uma Europa que jamais seria a mesma.

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Cecília Costa

Cecília Costa

Quando criança, dizia que sua profissão seria “Leonardo da Vinci” porque ele fazia de tudo um pouco. Já quis ser astronauta, cientista, bailarina e antropóloga e, hoje, é estudante do curso de Jornalismo da UFAM. Ama contar histórias e, assim, nunca conseguiu ficar com caneta e papel nas mãos sem escrever, rabiscar e transbordar.
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