#PETRebobinar: Quanto Mais Quente Melhor

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1959. O ano entre as décadas de maior valorização das comédias musicais no cinema hollywoodiano. Nos anos 50, surgem títulos como “Cantando na Chuva” (1952) e “Cinderela” (1950). Na década seguinte, “Amor, Sublime Amor” (1961) e “Mary Poppins” (1964). No limiar dessas duas décadas, está “Quanto Mais Quente Melhor” (Some Like It Hot, em inglês), filme de Billy Wilder tido como uma das maiores comédias de todos os tempos pelo American Film Institute.

A história começa no Massacre do Dia de São Valentim, em uma Chicago tomada pelos gangsters da época de Lei Seca. Dois músicos de jazz, interpretados por Tony Curtis e Jack Lemmon, testemunham a carnificina, tornando-se alvo da máfia. Para fugir, ambos se disfarçam de mulheres e entram para a trupe de musicistas de Sugar Kane (Marilyn Monroe), que está a caminho de um evento na Flórida.

Atualmente, as comédias estadunidenses podem ter se cristalizado em uma estrutura comercial com textos que já não surtem efeito no público. Talvez, por isso, seja comum subestimar a capacidade humorística dos filmes mais antigos. No entanto, “Quanto Mais Quente Melhor” é uma grata supresa para pessoas que cresceram acompanhando comédias românticas e filmes de ação com roteiros genéricos: é extremamente engraçado do início ao fim.

Se fosse feito hoje, quem sabe não tivesse o mesmo brilho, já que era, de fato, um filme comercial e, por isso, ditado pelos interesses de um público extasiado pela simples menção de Marilyn Monroe. Mas é importante perceber as inovações no roteiro afiado do filme, no qual a fuga dos músicos torna-se cada vez mais engraçada e, as mentiras contadas por eles, mais difíceis de se controlar.

“Quanto Mais Quente Melhor ” é um filme leve, mas com papel fundamental na manutenção de Hollywood como o grande polo da indústria cinematográfica no meio do século. Aliás, é bom que você veja até a última cena, já que o filme tem algumas das falas mais emblemáticas da história do cinema – e um dos finais mais surpreendentes também!

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Cecília Costa

Cecília Costa

Quando criança, dizia que sua profissão seria “Leonardo da Vinci” porque ele fazia de tudo um pouco. Já quis ser astronauta, cientista, bailarina e antropóloga e, hoje, é estudante do curso de Jornalismo da UFAM. Ama contar histórias e, assim, nunca conseguiu ficar com caneta e papel nas mãos sem escrever, rabiscar e transbordar.
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