Precisamos falar sobre séries: de Twin Peaks a Stranger Things

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O blog Cine SET promoveu uma roda de conversa sobre um dos assuntos mais discutidos atualmente no meio audiovisual: a crescente popularização e desenvolvimento na produção de séries. O PETCom acompanhou (e participou ativamente!) do evento.

“Precisamos falar sobre séries: de Twin Peaks a Stranger Things” é uma iniciativa do blog amazonense Cine SET, e tem como objetivo a discussão sobre seriados atuais e seus impactos no meio audiovisual. O evento foi aberto ao público e ocorreu no espaço Thiago de Mello, da Saraiva MegaStore do Manauara Shopping, na noite do dia 20 de agosto.

O primeiro tema abordado foi “A evolução dos seriados nas últimas décadas”, por Ivanildo Pereira, integrante do Cine SET. Entre os principais pontos da conversa, está a comparação entre seriados dos anos 80 e 90, cuja estrutura permitia que os episódios fossem vistos fora de ordem, e as estruturas atuais, que apontam para uma ordem obrigatória para a compreensão da história.

A segunda conversa foi coordenada pelo estudante do 7º período de Jornalismo, produtor da TV Acrítica e petiano, Arthur Charles. O assunto é a análise semiótica de “The Walking Dead”, desenvolvida como projeto de iniciação científica, mas apresentada de maneira informal e acessível.

Mário Nakamura, comandou a roda sobre a ‘cultura do spoiler’ e Game of Thrones, na qual surgiram as discussões mais polêmicas da noite:  contar o final de “O sexto sentido” configura spoiler mesmo o filme tendo sido lançado há mais de vinte anos?

Uma das fundadoras do site Mapingua Nerd, Fernanda Brandão, trouxe o fenômeno Stranger Things para o debate. Apesar de ter sido lançada há algumas semanas, a série já se tornou uma das mais assistidas dos últimos anos na plataforma Netflix. Segundo Fernanda, os elementos que estimulam a popularidade da série são a nostalgia, o roteiro bem formulado, o elenco e, principalmente, as referências estéticas aos anos 80.

Por fim, o jornalista do G1, Gabriel Machado, falou sobre o impacto da popularização das séries na teledramaturgia brasileira, fazendo um paralelo entre novelas, minisséries e seriados. Ao longo da conversa, um ponto bastante comentado foi uma aparente desvalorização das novelas nacionais, que começam a absorver elementos cinematográficos, e uma supervalorização de produções estrangeiras.

Ao fim do evento, perguntamos ao petiano Arthur como foi apresentar sua pesquisa em um evento desse tipo.

“Foi uma experiência diferente e muito gratificante. Falar sobre audiovisual, sobretudo, as séries sempre é uma atividade legal, pois é algo que eu gosto e tenho facilidade em assimilar. Mas apresentar um trabalho voltado pra essa área foi bem animador porque isso mostra que em Manaus há um público que quer debater e discutir o tema, que é um pouco novo, se levarmos em consideração os filmes, novelas. Eu espero que esse incentivo cresça cada vez mais dentro da cidade e que outras atividades e encontros sejam feitas.”

 

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Cecília Costa

Cecília Costa

Quando criança, dizia que sua profissão seria “Leonardo da Vinci” porque ele fazia de tudo um pouco. Já quis ser astronauta, cientista, bailarina e antropóloga e, hoje, é estudante do curso de Jornalismo da UFAM. Ama contar histórias e, assim, nunca conseguiu ficar com caneta e papel nas mãos sem escrever, rabiscar e transbordar.
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