Ativismo na música pop atual

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Não precisa necessariamente ser político ou uma pessoa extremamente inteligente para entender de política, basta ser humano. As pessoas tem se preocupado cada vez mais com as coisas que ocorrem com o planeta na atual conjuntura em que vivemos. Nunca se viu geração tão ativista e politizada como a nossa e isso contribui para a quebra de milhares de paradigmas da sociedade em que estamos inseridos.

As pessoas tem se envolvido cada dia mais para cuidar e contribuir com a melhoria de diversos aspectos globais da sociedade. Mesmo antes de se tornarem famosos, diversos artistas já contribuíam de certa forma na ajuda dessas melhorias, porém, com o passar do tempo, eles vão ganhando cada vez mais visibilidade.

M.I.A.

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Mathangi Maya Arulpragasam, mais conhecida como M.I.A., é uma artista, ativista, cineasta, cantora e compositora britânica, de origem tâmil (Sri Lanka). As suas composições combinam elementos da música eletrônica, música alternativa, dança, hip hop e world music.

M.I.A. começou sua carreira em 2000 como artista plástica, designer e cineasta no Leste de Londres, antes de começar sua carreira musical em 2002. Alcançando destaque no início de 2004 com seus singles “Sunshowers” e “Galang” traçando pelo Reino Unido e Canadá alcançando na Billboard Hot Dance Singles Sale a 11ª posição, ela já foi nomeada ao Oscar, dois Grammy Awards e dois Mercury Prize.

Reconhecida pela exibição e publicação de vários de seus stencils coloridos e pinturas que retratam o conflito étnico do Sri Lanka e a Grã-Bretanha urbana no início dos anos 2000, M.I.A. tornou-se conhecida por integrar suas imagens da violência política em seus clipes e em suas artes de capa. Letras do álbum Arular são reflexo de suas experiências com políticas de identidade, cultura indie, cultura popular, pobreza, revolução, guerra e com a classe operária em Londres.

Referenciando a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e os movimentos de independência Tamil na sua estreia, os seus temas, o uso de “culture jamming”, gírias multi-linguais, sua mistura de imagens estridentes e indescritíveis, comentários sociais e histórias têm estimulado o debate sobre a política, algo que ela destacou como problemas na maioria de sua músicas.

Atualmente, M.I.A. lançou seu álbum intitulado “AIM”, que traz uma série de letras sobre os refugiados do Oriente Médio que estão em busca de asilo político e social em países europeus. Maya questiona na faixa “Borders”, carro-chefe de seu álbum, sobre as providências que serão tomadas a respeito da questão dos refugiados e pressiona os governos a buscarem soluções para o deferido questionamento.

Azealia Banks

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Azealia Amanda Banks é uma rapper e cantora norte-americana. Sua notoriedade aumentou em 2011 quando ela liderou a “Cool List” da revista NME neste ano. Em 5 de dezembro de 2011, a BBC anunciou que Banks tinha sido nomeada para o Sound of 2012, onde ela ficou em terceiro lugar.

Azealia é bastante conhecida na internet pelas diversas brigas em que se meteu ao criticar os mais diversos artistas da música pop atual. A rapper tem uma veia bastante problematizadora no que se trata a respeito da comunidade negra e LGBT dos Estados Unidos, onde a cantora está em constante defesa da população que sofre racismo exacerbado aonde quer que vá.

O racismo é algo bastante preocupante ainda no século 21 e algo que choca e incomoda as mais diversas pessoas. É lamentável ver que a sociedade ainda discrimina a população negra pela sua cor e a comunidade LGBT pela sua opção sexual. Por mais que muitas pessoas critiquem Azealia, ela é uma das poucas artistas que se manteve fiel as suas origens e nunca negou ser negra para ser aceita pela mídia ao tentar ter sido vendida como um produto comercial para brancos e demais pessoas que praticam o racismo.

Björk

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Björk Guðmundsdóttir, conhecida simplesmente por Björk, é uma cantora e compositora islandesa, vencedora do Polar Music Prize, conhecido como o “Prêmio Nobel da Música”. Björk também é atriz, instrumentista e produtora musical. Já lançou nove álbuns de estúdio e duas trilhas sonoras. Seu estilo musical eclético alcançou o reconhecimento popular, e este inclui rock, jazz, música eletrônica, clássica e folclórica. Sua voz também tem sido aclamada por suas qualidades distintivas, com um timbre incomum e incomparável.

Enquanto Björk tem sido hesitante em aparecer como uma figura política e tenha negado ser uma política em seu site, ela apoia fortemente numerosos grupos separatistas e de libertação nacional, em todo o globo, incluindo o apoio à independência do Kosovo. Ela também se recusou a fazer shows em Israel como parte de um boicote cultural em solidariedade com o povo palestiniano .

Ela dedicou sua canção “Declare Independence” à Gronelândia e das Ilhas Faroé, o que causou uma pequena controvérsia na Ilhas Faroé. Quando Björk dedicou duas vezes “Declare Independence” para o povo do Kosovo durante um show no Japão, um desempenho dela foi cancelada pelo Sérvia’s Exit Festival, presumivelmente devido a preocupações quanto à segurança .

Em 2008 Björk detona uma controvérsia internacional depois de ter dedicado “Declare Independence” para o Tibete, durante um concerto em Xangai, a gritar “Tibete! Tibete!” durante a canção. O Ministério da Cultura da China, aprovou para executar um ataque sobre músicos estrangeiros e, portanto, em Maio de 2008, o concerto foi cancelado em Midi, próxima cidade à Björk se apresentar.

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Danny Sullivan

Danny Sullivan

Jornalista em formação e sereio profissional nas horas vagas. Considera-se geek e fã de outras coisas estranhas (tipo Naruto, Justin Bieber e K-pop).
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