Os desafios da TV universitária no Brasil

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Segundo dados da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), o primeiro relato que se tem do funcionamento de uma televisão universitária se deu em 1986 com a criação da TV Universitária de Recife, ligada à Universidade Federal de Pernambuco, que foi criada em um momento em que o analfabetismo atingia mais da metade da população brasileira e 50% dos habitantes encontravam-se em idade escolar. Seu objetivo era promover a educação formal através da televisão.

A partir daí, desencadeou-se uma série de revoluções nas universidades do país que decidiram criar suas emissoras a fim de passarem um pouco do que acontece nos campus das quais pertencem. Grande parte dela transmitia programas educacionais a fim de instruir a população da época. Apesar disso, ainda não havia uma programação 100% ligada ao ensino superior.

As primeiras instituições de ensino superior a veicular programas sob o conceito específico de “Televisão Universitária” fizeram-no a partir de 1995, na TV a cabo. Foram a Universidade Federal de Santa Maria, no estado do Rio Grande do Sul (que opera a TV Campus), e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no estado de São Paulo (que hoje compartilha o Canal Universitário de São Paulo com outras oito universidades paulistanas).

Mesmo com os avanços, tanto tecnológicos como comunicacionais, grande parte das televisões universitárias passam por problemas de manutenção. Como a maior parte dos produtos é desenvolvido pelos alunos das instituições, ainda assim há uma escassez de profissionais necessários para melhorias na programação. Visto que boa parte das TVs são de universidades públicas, isso se dá por conta do racionamento de verbas destinadas a essas emissoras, salvo as que são financiadas por iniciativas privadas e por consequência tem produtos melhor desenvolvidos.

Outro desafio encontrado fica por conta do público alvo das emissoras: os universitários. Boa parte deles não sabe que a universidade em que estudam possui uma emissora televisiva e por fim, acabam perdendo o conteúdo que é transpassado para eles. Há ainda questão de que eles achem massivo assistir tais programas e por consequência, trocam remotamente de canal para a TV convencional que estão acostumados a assistir.

Apesar disso, em meio a tantos problemas encontrados, elas ainda subsistem e vem tentando sobreviver ao tempo conforme a mudança e adaptação aos novos formatos televisivos.

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Danny Sullivan

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Jornalista em formação e sereio profissional nas horas vagas. Considera-se geek e fã de outras coisas estranhas (tipo Naruto, Justin Bieber e K-pop).
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