#PETiscos : “A Casa das Orquídeas”

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Uma estória que mostra o quanto uma decisão gera consequências capazes de atravessar gerações. Essa é a essência da trama criada por Lucinda Riley em seu livro A Casa das Orquídeas.

Sem revelar muitos detalhes, para evitar os spoilers, o livro traz como protagonista Júlia Forrester, uma pianista que levava uma vida tranquila, sem nenhum grande problema, ou pelo menos aparentemente. Essa estabilidade é afetada após passar por um trauma que retira dela o que possui de mais precioso. Júlia esconde-se em si mesma e nada mais é significante. Mas os segredos em torno do passado da família de Júlia vão mostrar que ela ainda tem muitas coisas que precisa saber sobre si mesma, tornando-se esta a saída do mundo solitário no qual a pianista se enclausurou.

A sua infância Júlia Forrester passava em Wharton Park, uma propriedade com cerca de trezentos anos que guarda em seus corredores e inúmeros quartos segredos de um romance que um dia foi marcado pela guerra. Já adulta Júlia retorna à mansão e rememora uma das melhores épocas de sua vida. Mas tudo isso está prestes a se dissipar. A antiga casa tem como proprietário Kit Crawford, que herdou todo o lugar e não pode sustentá-lo, e por isso o colocou a venda. E é nesse leilão que Júlia começa a perceber que não conhece bem a sua família e nem o lugar que marcou sua infância. O relato de um sobrevivente de guerra se torna a chave da porta que separa o presente e passado.

Lucinda Riley traz uma narrativa que viaja entre o ontem e hoje, de modo que consegue envolver o leitor nas diferentes épocas, criando uma aura em torno das personagens e seus conflitos. Uma estória disposta como um quebra-cabeça a ser organizado, sem que perca o desenrolar agradável. Muitas questões, mas todas interligadas e apresentando-se harmoniosamente no enredo.

A cultura oriental permeia a trama em determinadas passagens, apresentada com muita beleza, sob um olhar atento para os detalhes da mesma. Pode-se observar um contraste entre ocidente e oriente, e entre eles a delicadeza das orquídeas.

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Iolanda Ventura

Iolanda Ventura

Sempre ouviu lhe dizerem: "Nossa, você escreve muito! Como consegue fazer tanto texto? Não cansa não? Escolher jornalismo foi a prova que não cansa de escrever. Ela já tinha sido escolhida pelo curso e não sabia. Gostava de muitas coisas diferentes e a indecisão era grande. Quando a ficha finalmente caiu viu para que realmente tinha vocação e que de tudo que gostava Jornalismo tinha um pouco. Até chegar em jornalismo demorou, mas ainda bem que chegou.
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