#PETiscos: Qual a sua música?

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Quem nunca teve uma música que podia ser dita especial? Ou melhor, quem nunca se apossou de uma música ou teve ciúmes da canção favorita quando apareceu outra pessoa que também gostava muito dela? O PETiscos dessa semana foi até os ganhadores do Show de Calouros, promovido pelo próprio PETCOM no dia 16 de agosto. Na ocasião, todos eles escolheram revelar seus talentos musicais e por isso, ouvimos o que têm a dizer sobre suas composições prediletas e o que sugerem.

Para começar, o estudante de Comunicação Social- Jornalismo, João Marcelo, do terceiro período. Ele traz uma das personificações do jazz, a cantora a frente de seu tempo: Billie Holiday, também conhecida como Lady Day, assim intitulada por Les Young.  Billie Holiday nasceu em 07 de abril de 1915, na Filadélfia. Desde jovem demonstrou talento. Teve uma infância difícil, o que perdurou até a vida adulta. Morreu precocemente aos 44 anos por conta de uma cirrose hepática. Embora tenha vivido brevemente sua carreira deixou um legado que ainda hoje a torna conhecida dentro e fora do mundo do jazz.

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Ao explicar o porquê de ter escolhido Billie Holiday como seu ícone no universo musical, João Marcelo disse:

“A voz dela, além de muito bonita, é diferente do que se está acostumado a ouvir na música popular, mesmo no blues e no jazz, seus estilos originais. Sabe dosar a emoção pra cada palavra, e torna a música toda uma grande experiência do sentimento que expressa, seja de alegria ou tristeza. A história de Billie também carrega uma beleza muito grande, ainda que trágica. Quando você ouve suas interpretações de músicas de amor, de relacionamentos ruins, de inseguranças e mesmo de alegrias, e sabe o que ela, uma artista negra na metade do século XX, teve que passar, tudo adquire uma aura ainda mais bonita.”

Sua sugestão entre as obras de Billie é Billie’s Blues:

Uma composição da própria Billie e minha música favorita dela. Equilibrada entre a graça de um blues tocado por uma big band  e a tristeza de um relacionamento abusivo contida na letra e no próprio canto de Billie. A música conversa com você como um desabafo num bar, uma noite na cidade, em que você vai descobrindo o que está fazendo de errado no seu dia, isso sem contar que as improvisações de jazz dessa versão ao vivo são uma ‘luz pros ouvidos’.”

A estudante de Comunicação Social- Jornalismo, Mariana, do primeiro período escolheu uma banda como ícone musical, a banda Evanescence.

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A história da banda se inicia em 1994, quando Amy Lynn Lee e Ben Moody se encontram em um acampamento e descobrem a vocação musical que ambos possuem. Ben sugere a Amy criar uma banda, chamada então de Evanescence. A princípio era composta somente pelos dois até receber outros participantes. Seu último disco foi lançado em 2011.

Na opinião da estudante a banda foi uma influenciadora dentro dos grupos emo e gótico. Os primeiros álbuns são uns dos favoritos e esses primeiros sucessos e outras composições posteriores foram o que despertou o interesse em Mariana.

“Eu fiz essa escolha porque em Evanescence, mesmo não sabendo a língua inglesa, eu sempre gostei muito do ritmo, da batida e também porque a cantora Amy Lee tinha muito talento, quer dizer, tinha não, tem muito talento. Enfim, é uma coisa que chama bastante atenção: ela consegue fazer músicas que envolvem as pessoas, que faz com que sintamos alguma coisa por aquela música, seja alegria, seja tristeza, seja raiva. Ela consegue fazer com que a música seja muito mais que somente instrumentos, somente a voz. Ela transmite algo, ela passa uma mensagem e pode acabar sendo uma espécie de música-tema em algum momento de nossas vidas.”

A sugestão deixada por Mariana é a música My Immortal. A música marca um momento triste de Amy Lee, a perda de sua irmã:

“É uma música triste, mas é uma música que promove uma força, que você faria tudo pela pessoa que você ama […] Ela conseguiu compor de uma maneira muito envolvente”.

Em Relações Públicas, a estudante Melissa Cabral, do primeiro período, escolheu a cantora Sia. A artista nasceu em 1975, em Adelaide, Austrália. Nos ano 90 fazia parte de uma banda chamada Crisp. Atualmente está em carreira solo. É conhecida por preferir esconder o rosto em alguns eventos públicos e não aparecer em seus clipes. Sia quer ser lembrada pela voz e não pelo rosto. Em seus vídeos atuam artistas mirins ou adultos, mas a voz é da própria cantora.

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A estudante aponta como justificativa para a escolha a originalidade e a humildade de Sia, além de considerá-la uma grande cantora e compositora.

“Sia é cantora, compositora e produtora musical. Escreveu e ainda escreve músicas para vários artistas famosos, como Beyoncé, Christina Aguilera, Rihanna, entre outros. Ela é bem inovadora e tem claramente um estilo próprio. E suas músicas têm muito sentimento e verdade na minha concepção”.

A música indicada por Melissa é Titanium, por ser a que lançou Sia e lhe deu visibilidade.

E para encerrar, o estudante Matheus Mota, de Jornalismo, do primeiro período. Também conhecida como a rainha do pop, a cantora Madonna foi a escolhida. Madonna Ciccone nasceu em 16 de agosto de 1958, em Bay City, Michigan, EUA. A cantora, compositora musical e também atriz ganhou visibilidade com o álbum Like a Virgin.

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E por que Madonna?

“Ela, pra mim, é uma artista que representa muita coisa pelo fato de que praticamente definiu o pop atual, como as regras que o pop atual segue, tanto em performance, como em videoclipes, como em turnês. É uma artista que é completa […] Definitivamente, escreveu o nome dela na história da música, com um legado imenso de obras que ela realizou.”

“É muito fácil apontar hoje em dia vários artistas na indústria da música pop que se inspiram em alguma coisa que a Madonna já tenha feito. Ela realmente definiu um padrão, subverteu algumas ideias pré-definidas no estilo musical para mulheres e ajudou a construir um modo de se promover e de  vender a música pop.”

O álbum Ray of Light é a recomendação do estudante. O motivo da escolha é que a obra marca a apresentação da Madonna para o mundo da música eletrônica. Quando na década de 90 a música eletrônica ainda era alternativa a artista a tornou comercial. Em Ray of Light são experimentados diversos estilos musicais, que combinados tornaram-se hits do momento.

Fontes consultadas:

Fontes consultadas

http://www.spectrumgothic.com.br/musica/bandas/evanescence/bio_evanescence.htm

https://www.ebiografia.com/madonna/

http://www.cartacapital.com.br/cultura/billie-holiday-uma-cantora-a-frente-de-seu-tempo-7172.html

 

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Iolanda Ventura

Iolanda Ventura

Sempre ouviu lhe dizerem: "Nossa, você escreve muito! Como consegue fazer tanto texto? Não cansa não? Escolher jornalismo foi a prova que não cansa de escrever. Ela já tinha sido escolhida pelo curso e não sabia. Gostava de muitas coisas diferentes e a indecisão era grande. Quando a ficha finalmente caiu viu para que realmente tinha vocação e que de tudo que gostava Jornalismo tinha um pouco. Até chegar em jornalismo demorou, mas ainda bem que chegou.
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