#PETRepórter: Não tenha medo do feminismo

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“For most of history, Anonymous was a woman”

“Por muito tempo na História, ‘Anônimo’ era uma mulher”

– Virginia Woolf

 

Termos teóricos (em negrito) serão explicados no fim da reportagem ou diretamente no texto. Algumas das mulheres consultadas pediram anonimato.

Nos últimos anos, o feminismo tem retomado sua força com o desenvolvimento da internet e de meios comunicacionais mais inclusivos. No entanto, ainda prevalece o senso comum a respeito de muitas pautas do movimento, que chega a ser considerado ultrapassado e vitimista.

Nas primeiras décadas do século passado, mulheres tiveram que assumir trabalhos fabris e domésticos enquanto seus maridos e filhos iam para as frentes de batalha. Após as guerras, tais mulheres não se limitaram aos trabalhos domésticos que lhes eram impostos, se sensibilizaram, e a luta pelos direitos civis femininos se desenvolveu cada vez mais rápido. Hoje em dia, com as conquistas já conseguidas pelo movimento no passado, as pautas mudaram, mas ainda se mostram extremamente necessárias para que se alcance uma real equidade entre os sexos.

As feministas entrevistadas por essa reportagem foram:

Taciana Lima Magalhães (TLM)– Mestra em Sociedade e Cultura na Amazônia (UFAM) e graduada em Ciências Sociais (UFAM), seguidora do Sagrado Feminino;

Eleide Mota (EM)– mãe;

K. S. – 15 anos, estudante;

N. D. A. – 18 anos, estudante; 

PARTE 1: PERGUNTAS GERAIS

 PETCOM: Como você se descobriu feminista?

K. S.: Acredito que sempre percebi e senti na pele a desigualdade existente entre os gêneros na sociedade. Nunca entendi porque eu, quando pequena, tinha brinquedos com coisas da casa e meu irmão tinha carrinhos e brinquedos mais interessantes. Há mais ou menos dois anos, ao entrar no Tumblr, fui me identificando bastante com os blogs e postagens sobre feminismo. Percebi que eu tinha muito pré-conceitos que precisavam ser desconstruídos, e também que eu queria (e ainda quero, e muito) a equidade entre os gêneros.

N. D. A.: Eu conheci o feminismo com 14 anos, mas não me aprofundei de fato, embora ainda lesse superficialmente sobre. Eu penso que não há como se descobrir feminista e sim que você desenvolve a sua política embasada no movimento após conhecer de fato suas pautas, mas que o feminismo não está lá no seu íntimo, guardado, e sim que ele é trabalhado politicamente a partir do momento que você se predispõe e se responsabiliza a levar esse título e tudo o que isso carrega de forma séria.

M.: Foi a 3 anos atrás, quando minha filha nasceu e vi que a sociedade é egocêntrica e julgadora.

PETCOM: Vocês se consideram de alguma vertente do feminismo? Se sim, quais são os fundamentos dela?

TLM.: No Sagrado Feminino, estudamos o ecofeminismo e as legislações estipuladas pela ONU Mulheres. Os fundamentos se dão pela relação da mulher com a natureza, através de vivências, terapias, autocuidado, de aceitar ser mulher, aceitar seu corpo e saber da mulher na história da humanidade. Não só da história que nos contaram, feita só de líderes homens e guerreiros que salvam mocinhas, mas de mulheres fortes que são protagonistas e heroínas das suas próprias histórias.

K. S.: Me considero parte, principalmente, do feminismo interseccional. Penso que de nada adiantaria que apenas mulheres de uma certa classe social, raça ou religião pudessem ter seus direitos respeitados. Afinal, o machismo não escolhe vítima. Assim como a garota branca e rica pode apanhar do marido em casa, a menina negra da favela corre risco de ser violentada a cada vez que sai de casa.

LNDA: O feminismo radical tem amplas teorias e opiniões diversas, porém ele se compromete a ser um feminismo emancipacionista, que busca a abolição de gênero. Suas pautas centrais são a existência da maternidade como compulsória, a heterossexualidade como um regime político – considerando esse como o conjunto de instituições políticas por meio das quais um estado se organiza seu poder sobre a sociedade.  Somos, também, fielmente contra a prostituição e pornografia, visto que as mulheres nestes meios estão sujeitas a diversas violências, além das mesmas servirem ao deleite masculino. E devemos atentar que a maioria dessas mulheres é de pobres e negras que estão ali porque não tinham outras oportunidades. Aceitar essa situação é naturalizar a pobreza na qual essas mulheres estão inseridas.

EM.: Radical. Essa vertente significa analisar a raiz da opressão estrutural (raça, classe e gênero), analisamos a opressão enxergando sempre o coletivo, e nunca o individual. Acreditamos que problemas sociais se resolvem analisando classes, não pessoas. Descartamos a teoria de que a sociedade é formada por indivíduos, mas, sim, por grupos (de forma onde cada grupo tem poder sobre o outro), que foram criados de forma política com alguma intenção e sendo modificados pela cultura ou por uma herança material, simbólica e linguística.

PETCOM: Para você qual é o maior dilema do feminismo hoje em dia?

K. S.: Hoje em dia não existe apenas um foco no movimento feminista, ao meu ver. Queremos empoderar meninas e mulheres, promover a liberdade do corpo feminino, leis mais justas, respeito perante a sociedade, entre outros.

TLM.: Maior dilema do feminismo atual é saber lidar com a diferença, porque hoje em dia tem mulher que quer só trabalhar, que quer só construir uma familia, que quer os dois, outras que querem viajar o mundo, ajudar o mundo a ser melhor, mais humano para seus filhos, netos e bisnetos. Respeitar a escolha de cada mulher, respeitando também sua história de vida sem julgamento, mas aprendendo com elas todas é o maior dilema. Porque a maioria do feminismo ou é radical, ou voltado a partidos políticos, ou tem divisão de gênero e raça ainda.

LNDA: Bom… isso é bem complicado, porque o feminismo tem vários dilemas, mas acho que por ora o ponto central é em como vamos conseguir a legalização do aborto num Estado repressivo e conservador como nosso, principalmente quando não conseguimos nos organizar politicamente envolta de uma pauta como essa sem que caíamos em debates rasos.

EM.: Focar muito no individual e esquecer o coletivo.

PETCOM: Por que o feminismo é necessário?

K. S.: Porque não importa a época, sempre existirão pessoas que acreditam que, se você é mulher, você nunca será um ser humano completo. O feminismo já adquiriu muitas conquistas, como permitir que as mulheres votem, estudem e trabalhem. Já vencemos muitas batalhas, mas ainda há muitas por vir. O feminismo é necessário porque eu desejo que, um dia, uma garota possa andar na rua sem ser constantemente “cantada”, que não seja ofendida pelo que veste, que ganhe um salário proporcional ao seu posto de trabalho. O feminismo é necessário pois mulheres são estupradas e muitas pessoas têm coragem de dizer “mas ela se veste vulgarmente, tava pedindo” ou “quem mandou ela andar sozinha essa hora da noite?”.

TLM.: Eu poderia te dar aqueles aqueles números de quantas mulheres no mundo inteiro são abusadas. Só para dizer: não é só no Brasil, é cultural. Li um livro que me sinto mal só de lembrar o quanto as mulheres no Oriente Médio ainda são tratadas como mercadoria de troca. Eu vivi um relacionamento abusivo e estou viva escrevendo essa entrevista para você, mas muitas mulheres já morreram enquanto isso. Minha avó não estudou, mas eu cheguei ao mestrado, mesmo tenho dislexia. Muitas mulheres estavam na frente, para que nós tivéssemos a liberdade de escolha hoje. Gratidão imensa as que foram na frente. Porque, na verdade, a gente quer é estar ao lado dos homens e amá-los com toda nossa força de mulher, e não ser manipulada por eles.

LNDA: O feminismo é necessário porque mulheres ainda são exploradas e desumanizadas; porque ainda ocupamos os piores índices de homicídios e trabalhos insalubres; porque o estupro contra mulheres ainda é visto como normal. Na verdade, qualquer violência contra mulheres é normalizada e naturalizada. Todo dia mulheres morrem vítimas de violência masculina e o único movimento que de fato se propõe a analisar em sua plenitude a exploração-dominação e violência contra mulheres é o feminismo. Eu adoraria que ele não fosse necessário, mas se observamos quaisquer dados que tratam do bem-estar, saúde e segurança de mulheres, saberemos que vamos de mal a pior e é por isso que precisamos lutar por uma total revolução que nos emancipe da dominância masculina.

 PETCOM: O que é a sororidade para você?

TLM.: Sororidade é quando você passa na rua e uma mulher que nunca te viu na vida te olha nos olhos e sorri. Ou seja, as mulheres que se reconhecem como irmãs não rivais. Elas podem mudar suas vidas juntas, unidas se ajudarem a realizar seus sonhos. E passa de novo pelo não julgamento porque nós mulheres assim como os homens já fizemos coisas erradas, já entramos numa fria, já nos iludimos e nos enganamos, aprender a se perdoar e respeitar cada história de cada mulher e aprender com ela e incentivá-la a ir além. Isso é sororidade.

K. S.: Sororidade é saber que toda mulher pode ser sua aliada, pois todas sofremos diariamente com o machismo impregnado em nossas vidas. Promover a sororidade é promover a segurança entre as mulheres, pois não somos inimigas e devemos proteger umas às outras.

LNDA: Eu acredito que sororidade é reconhecer mulheres como vítimas de violência masculina e, no que cerne a essa violência, ajudá-las e acolhê-las. Por isso, sororidade não é sobre amar mulheres, ser amiga ou qualquer coisa relacionada; é uma responsabilidade e práxis política que deve ser de fato levado a sério.

EM.: Ouvir e respeitar.

 PARTE 2: PERGUNTAS DIRECIONADAS

 PETCOM: Por que há grandes discussões entre ativistas trans e feministas radicais? 

LNDA: Eu acredito que a teoria radical é uma teoria que assusta, de fato, justamente por se opor por toda uma ideologia neoliberal e principalmente ao pós-modernismo acadêmico. Pessoas trans acreditam que o feminismo radical é transfóbico mas, na verdade, a gente explica o porquê da existência da transsexualidade e sua raiz, mesmo que nosso enfoque seja no sexo feminino.  Para o feminismo radical, quando se afirma que ‘mulher’ é uma construção social, é possível que pessoas se identifiquem como mulheres. Porém o próprio conceito de identificar prediz uma série de características.

Na verdade, para o feminismo radical “mulher” e “homem”, os gêneros, são ideais inventados pelo patriarcado e, numa análise materialista, não existem mulheres nem homens, o que existe são socializações restritas e limitantes que geram duas castas sociais baseadas no sexo, uma casta opressora (o homem) e uma inferiorizada (a mulher). É o que a teórica Sheila Jeffreys diz em ”Uma crítica lésbico-feminista ao discurso transgênero”; são castas porque não há mobilidade entre ser homem ou mulher. As pessoas são colocadas nestas castas a partir de seu sexo biológico. Essas castas foram criadas como forma de manter o controle reprodutivo feminino.  Toda a repressão feminina foi e é por causa de nossa presumida capacidade reprodutiva. Tudo relacionado ao corpo feminino, ao nosso sexo biológico, é colocado em segundo plano.

O gênero tem papel fundamental, porque ele surge justamente como forma de naturalizar o nosso local nessa casta. Por isso que existe a ideia de que mulheres naturalmente tem um instinto materno, ou que a feminilidade (e feminilidade não se trata só de usar maquiagem e usar vestido, mas também com o fato de você dever agir sempre de forma dócil e frágil) é totalmente natural, quando na verdade impede o desenvolvimento das nossas potencialidades desde crianças.  Acredito essa naturalização faz com que trans se identifiquem com o gênero oposto, com o modelo “mulher” ou ”homem” da nossa sociedade e o incorporem.

O transativismo ou ”transfeminismo” vê gênero como algo individual, e algo que deve ser reificado e celebrado, enquanto mulheres (nascidas mulheres, ou “cis”, pela categoria de análise transativista) continuariam morrendo apenas por serem mulheres.

O patriarcado não vê mulheres trans ou travestis como “mulheres de verdade” (e essas pessoas gostariam que fosse assim), mas como “homens que querem ser mulheres”, portanto, não sofre “como uma mulher”, porque nossa exploração se dá intimamente por nossa capacidade reprodutiva e sexual.
Lembrando que ser “mulher de verdade” é o que nos faz sofrer misoginia direta – maternidade compulsória, heterossexualidade enquanto regime político, etc.
Isso não quer dizer que mulheres trans não sofram, mas são coisas diferentes. Pautas diferentes.

PETCOM: Como você entende movimentos como o FEMEN

LNDA: Há uma ligeira impressão que o FEMEN é feminista, mas na verdade ele não é e não tem parcialidade realmente com nossas pautas, inclusive, ele beira ao fascismo. O feminismo não tem diretamente uma ligação com o FEMEN e é bem desonesto que o mesmo se mostre como uma frente de tal.

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FEMEN: grupo de mulheres fundado na Ucrânia famoso por seus protestos políticos feitos a corpo nu. O grupo se declara feminista – apesar de ser, em geral, rechaçado dentro do movimento -, e sua alta exposição na mídia fez com que a imagem geral do movimento feminista fosse vinculada a termos como ‘feminazi’. Há denúncias sobre células do grupo estarem ligadas ao nazifascismo, incluindo integrantes da célula brasileira, já desativada.

PETCOM: Qual a sua opinião sobre a descriminalização do aborto?

EM.: A descriminalização do aborto é vista de forma errônea, não é apenas “meu corpo e minhas regras”, vai muito além dessa frase. Trata-se, principalmente, que as mulheres tenham acompanhamento psicológico e físico, que não sofra com a violência obstétrica no decorrer do procedimento, que ela possa ter amparo tanto dos profissionais como da família, descriminalizar o aborto é além da interrupção do feto e analisar da forma coletiva que quem morrer são negras e/ou pobres. É entender que aborto não uma mera opinião e sim trata-se de saúde, saúde das mulheres.

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 PETCOM: Muitas pessoas consideram que o feminismo se opõe à maternidade. O que você acha disso?

EM.: O feminismo não opõe a maternidade. Queremos que as mulheres queiram ser mães e não que seja imposta a condição. Por fim, a maternidade, no feminismo, é tratada contra os papeis sociais, esses que condenam quaisquer atitudes tomadas das mães. 

PETCOM: O que é maternidade compulsória?

EM.: Maternidade compulsória é uma opressão ligada ao nosso gênero, as mulheres desde pequenas são ensinadas a serem maternais e constituírem famílias, pois para a sociedade é esse papel primordial feminino. Maternidade traz como apenas responsabilidade com o filho e tratando isso como um fator biológico, e não é. É um fator social. Maternidade compulsória não nos dar escolhas de dizer sim ou não, pois quando vai chegando a idade várias pessoas perguntam quando vai ser mãe. Um dia espero que haja escolha para a maternidade, e não uma imposição. 

PETCOM: Temas como feminismo, educação sexual e questões de gênero estão presentes nas aulas do ensino médio?

VKS.: Na minha escola, infelizmente sim. Digo infelizmente pois a maioria dos professores, ao tratar desses assuntos, estão muito mal informados, e no fim não ajudam em nada. A única professora da minha escola é feminista, e sempre que pode ela tenta conscientizar as turmas por meio de debates. Acho que temas como educação sexual e violência doméstica devem ser tratados em sala de aula, desde que todos possuam a devida informação. Não adianta nada querer falar sobre questões de gênero e confundir orientação sexual com sexo biológico.

 PARTE 3: GLOSSÁRIO

Equidade: Disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um; justiça. (Dicionário Aurélio). Simplificando, “iguais nas igualdades e diferentes nas diferenças”.

Sexismo: atitude de discriminação baseada no sexo, que acaba por diminuir as possibilidades dos indivíduos apenas por conta do sexo biológico. Ex.: azul é de menino, rosa de menina.

Machismo: é o regime de dominância do sexo masculino sobre o feminino que perpassa todas as camadas e setores da sociedade. Ao contrário do que muitos afirmam, feminismo não é equivalente ao machismo. Machismo é o sistema que o feminismo luta contra para obter equidade.

Vertente – um conjunto de alinhamentos teóricos e práticos que norteiam determinado subgrupo – dentro do feminismo. As três maiores vertentes são: liberal, interseccional e radical, mas há diversas outras. Não é preciso ter vertente para se considerar feminista, e também pode-se ter alinhamentos com mais de uma.

Desconstrução: muito utilizado nas discussões na internet, o termo se refere a um constante questionamento acerca de nossos preconceitos e, para isso, é necessário observar a si mesmo, seu comportamento e suas crenças.

Gênero: É um conceito em constante discussão no feminismo e em diversos outros movimentos. Segundo Mara Lamas, é uma rede de inter-relações e interações sociais que se constroem a partir da divisão simbólica dos sexos. Lamas nega qualquer base biológica e mesmo cultural à noção de gênero. A seu ver, é uma lógica de pensamento, emoções e representação da subjetividade íntima das pessoas.

Empoderar: fazer com que um indivíduo – no caso, uma mulher – tome consciência de suas potencialidades e qualidades.

Estupro: qualquer ato sexual – mesmo que não envolva penetração – cometido sem autorização de uma das partes envolvidas.

Sororidade: é a crença de que existe uma solidariedade entre as mulheres deve ser exercitada, já que são unidas pelas mesmas vivências e sofrimentos advindos da opressão sofrida pelo sexo feminino. Se opõe diretamente à crença de que mulheres são rivais.

Transsexualidade: um transsexual é uma pessoa que não se sente identificada com o seu corpo e o seu género psicológico não corresponde ao sexo biológico.

Violência obstétrica: há um intenso debate a respeito do modo como são realizados os partos no Brasil, pois há inúmeras denúncias de mutilações feitas por obstetras. Com isso, cresce a movimentação a favor do parto humanizado.

Papeis de gênero/sociais: é a crença que há um estereótipo a ser seguido por cada sexo. Ex.: “homens devem trabalhar e mulheres devem cuidar da casa, do marido e dos filhos”, “mulher tem que ser delicada”, “homens devem ser garanhões”

Educação sexual: o ato de ensinar a crianças e jovens como funciona seus corpos, o ato sexual, reprodução e gênero.

Orientação sexual: é o termo correto para se referir à sexualidade de alguém. ‘Opção sexual’ prediz que o indivíduo escolheu sentir atração por determinado sexo, mesmo com toda a violência que isso pode acarretar mas, na verdade, isso não é uma escolha.

 

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Cecília Costa

Cecília Costa

Quando criança, dizia que sua profissão seria “Leonardo da Vinci” porque ele fazia de tudo um pouco. Já quis ser astronauta, cientista, bailarina e antropóloga e, hoje, é estudante do curso de Jornalismo da UFAM. Ama contar histórias e, assim, nunca conseguiu ficar com caneta e papel nas mãos sem escrever, rabiscar e transbordar.
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