#PETRebobinar: Curtindo a vida adoidado

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“A vida passa rápido demais. E se você não parar de vez em quando para vivê-la, vai acabar perdendo o seu tempo.”

Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo a Vida Adoidado no Brasil) é um filme norte-americano, do gênero comédia, dirigido por John Hughes, considerado o mestre dos filmes adolescentes dos anos 1980. Sua estreia ocorreu em 11 de junho de 1986. O filme é a representação máxima daquilo que convencionou-se chamar “clássico da Sessão da Tarde”. Ao lado de outros sucessos como “Os Goonies”, “De Volta Para o Futuro” e ”Clube dos cinco”, apenas para citar alguns, o filme de John Hughes virou sinônimo de diversão, ainda que inteligente, voltada ao público adolescente que super se identificou com o ícone que foi (e continua sendo)  Ferris Bueller, marco de uma geração.

Interpretado por Matthew Broderick, Ferris Bueller é um adolescente que decide matar aula para aproveitar o dia. Fingindo estar doente para os pais e ganhando permissão para faltar à escola, Ferris parte em uma viagem pelas ruas da cidade de Chicago, ao lado da namorada Sloane (Mia Sara) e do amigo Cameron (Alan Ruck). Juntos, eles fazem da cidade um parque de diversões e visitam os mais variados lugares, desde um museu de arte a uma bolsa de valores em plena atividade. Tudo isso enquanto são perseguidos pelo incansável diretor da escola, disposto a provar que Bueller está enganando a todos, e ainda tendo que lidar com a fúria da irmã, ressentida pelo fato dele sempre conseguir se livrar dos problemas.

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Ferris cantando Twist and Shoult dos Beatles para uma multidão em Chicago

A premissa da história, na realidade, não poderia ser mais básica: um adolescente que mata aula para se divertir. Simples assim. O que fez (e ainda faz) da obra um acontecimento cultural tão impactante é a maneira irresistível na qual ela é contada pelo diretor e roteirista Hughes, além, é claro, de girar sobre um tema capaz de fazer qualquer pessoa, de qualquer idade, se identificar. A maior qualidade do filme é, sem dúvida, seu protagonista. Um dos pontos principais para o sucesso de um filme é a capacidade da plateia de se identificar com o protagonista. E não existe pessoa que não se identifique com Ferris Bueller. Todo mundo já quis ser Ferris Bueller em algum momento. Não importa se é homem ou mulher, jovem ou adulto. Fazer o que Ferris faz no filme é o sonho de todos: livrar-se de todas as preocupações diárias e apenas curtir a vida, aproveitar o que ela tem de melhor.

Um dos maiores clássicos da onda de filmes adolescentes da década de 1980, o filme completou 30 anos em junho deste ano. Reprisado dezenas de vezes na Sessão da Tarde, é aquele tipo de filme notável por ser uma obra cinematográfica que o espectador não se cansa de rever.  Responsável por outros clássicos do cinema adolescente como O Clube dos Cinco (1985), John Hughes conseguiu como poucos capturar os sentimentos de uma geração. Com sequências icônicas, como Ferris dublando a versão dos Beatles de “Twist and shout”, e situações inusitadas, o filme mantém a força não só pelo entretenimento proporcionado mas pelo fenômeno que se tornou.

Em comemoração aos 30 anos de lançamento do filme Curtindo a Vida Adoidado, a editora Gutenberg trouxe a versão romanceada do filme, escrita por Todd Strasser na época de seu lançamento (1986). O mais interessante dessa obra é como ela complementa o longa, trazendo mais detalhes das aventuras de Ferris Bueller e seus amigos.

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Livro lançado pela editora Gutenberg em comemoração aos 30 anos do filme

Adaptado para a literatura mas mantendo toda sua essência. No livro de Todd Strasser, está presente toda a malandragem e desenvoltura de Ferris Bueller, o ídolo dos adolescentes. Com o roteiro original do filme em mãos, o autor trouxe ainda mais profundidade à história contada nas telonas e expôs a alma do maior e mais inteligente cabulador de aulas da história do cinema. Uma leitura que te leva direto para as tardes em frente à TV da sala assistindo ao filme de John Hughes e que assim como o filme deixa aquele gostinho de quero mais, este é um livro obrigatório na estante de qualquer fã desse clássico da década de 80.

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Emanuelle Lopes

Emanuelle Lopes

21 anos, estou sempre com fome, apaixonada por música, livros e séries, mesmo não tendo todo o tempo que gostaria para se dedicar a esses dois últimos. Amo escrever. Alguns gostam do que escrevo, apesar de achar tudo que produzo irrelevante para a sociedade. Estudante do 7º período de jornalismo.
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